Lixo: servidores da Emsurb prestam depoimento no Deotap
Cotidiano 28/03/2017 11h43 - Atualizado em 28/03/2017 13h33

Por F5 News

Em continuidade as investigações sobre o lixo em Aracaju (SE), servidores da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) prestaram depoimento, na manhã desta terça-feira (28), no Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap).

As oitivas foram realizadas desde as 8h30  pelo delegado Gabriel Nogueira. a primeira a ser ouvida foi a presidente da Comissão de Licitação da Emsurb e, logo depois o assessor de comunicação da empresa municipal Augusto Aranha que estavam acompanhados dos advogados Erick Furtado e Daniele de Sá.

O assessor não quis gravar entrevista. À imprensa, a presidente da Comissão de Licitação pediu para não ser identificada para preservar a sua imagem e a da mãe que está doente. Ela afirmou que não pode falar sobre o depoimento porque o inquérito segue em segredo de Justiça.

A Polícia Civil investiga um suposto superfaturamento em contratos celebrados entre a Emsurb e a Torre Empreendimentos para prestação dos serviços de limpeza pública na capital, em 2010, na gestão Edvaldo Nogueira, cujo valor global teve acréscimos que ultrapassaram 100%. O inquérito também apura a denúncia da Cavo, empresa que substituiu a Torre, sobre suposta fraude na medição do lixo coletado entre agosto de 2013 e o começo de 2016, o que fez o valor do contrato saltar de R$ 1,8 milhão para R$ 3 milhões; bem como o processo de contratação emergencial realizado este ano, no qual a Torre venceu a dispensa de licitação.

A presidente da Comissão de Licitação do órgão explicou que primeiro havia sido aberto pré-qualificatório em que 16 empresas manifestaram interesse, e apenas quatro enviaram documentos. “O processo foi revogado após determinação judicial. Em seguida foi aberta uma dispensa de licitação emergencial, três empresas participaram e a Torre ganhou”, disse.                       

Nesse período a Cavo se recusou a participar do processo e entrou com ação na Justiça alegando irregularidades no edital. Uma nova decisão judicial prorrogou o contrato emergencial já existente com a Cavo, em 70 dias, e o novo contrato com a Torre foi cancelado.

Foto: arquivo SSP/SE

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