Lançamento da PMA encerra com encontro entre prefeito e manifestantes
Cotidiano 26/04/2013 11h00Por Elisângela Valença
A Prefeitura de Aracaju (PMA) reuniu a imprensa, na manhã de hoje, parar apresentar a nova estrutura da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom). O secretário Carlos Batalha falou as mudanças na estrutura física da Secom e novos produtos da PMA.
A Secom teve a estutura física rearranjada, com novas estações de trabalho e novos setores, como o Departamento de Mídia e Atendimento, Núcleo de Mídias Sociais e o Fala Aracaju. Foi montado também, no Centro Administrativo, um estúdio de rádio.
Como novos produtos, serão lançados o Fala Prefeito, um programa de rádio de um minuto, que será transmitidos em todas as emissoras de rádio, e o Prefeitura na TV, um programa de TV, de dois minutos e meio, que será exibido nas noites de sábado, em todas as emissoras de TV.
Serão instalados 50 aparelhos de TV em postos de saúde, escolas e espaços com grande movimento de público. Elas funcionarão em circuito, transmitindo produtos da Prefeitura, como o Prefeitura na TV, informativos, peças publicitárias, filmes institucionais e um noticiário. O secretário anunciou também que o processo de licitação governamental já está tramitando na Procuradoria Geral do Município.
Outro ponto comentado foi a valorização do profissional de comunicação. Foram criados os cargos de coordenador e assessor de comunicação de todas as secretarias e órgãos. “Estes cargos terão um salário de R$ 2.775. o piso salarial do jornalista sergipano é de R$ 1.100”, disse o secretário de Comunicação, Carlos Batalha. “Além disso, todos os outros membros das equipes de comunicação terão salários dignos”, acrescentou.
Protesto
Enquanto isso, na porta do Centro Administrativo, acontecia um ato público contra o reajuste salaria de 5% dado aos servidores municipais. Participaram do ato, centrais sindicais e sindicatos de diversas categorias, como enfermeiros, psicólogos, ondontólogos, fisioterapeutas, técnicos e auxiliares de laboratório, agentes de trânsito, agentes de endemias, servidores da Câmara Municipal de Aracaju, entre outras.
Eles se queixam do reajuste, que foi dado sem qualquer negociação com as categorias. “O reajuste foi definido no gabiente. Não cobre nem a inflação”, disse Edval Góes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE).
“Este reajuste revolta os servidores, porque o salário do secretariado subiu de 8 mil para 15 mil reais e foram criados cerca de 400 cargos comissionados, além dos que já existem”, queixou-se Roberto Silva, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE).
“Esta gestão foi eleita pelo servidor público e agora é tratada com desrespeito. O atual prefeito passou a campanha eleitoral inteira batendo no anterior e agora faz pior, arrochando ainda mais o servidor. Se não houver negociação, faremos greve geral”, disse Alexandre Delmondes, vice-presidente da Força Sindical em Sergipe.
Uma comissão montada por representantes das centrais sindicais, pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Aracaju (Sepuma), Nivaldo Fernandes, e demais sindicatos foi até o auditório onde acontecia o lançamento da Secom e, ao final, pressinou o prefeito João Alves Filho a marcar uma audiência para recebê-los para reabrir negociações.
A pressão para serem recebidos funcionou. Ainda pela manhã, a comissão foi recebida para uma reunião com Edgard D’Ávila, secretário municipal de Administração. A reunião com o prefeito de Aracaju foi marcada para a próxima semana.
Mas, pelo que o prefeito já adiantou, não vai haver reabertura de negociações. “Se fosse pelos nossos cálculos, a reajuste seria zero. Eu, pessoalmente, assumi a responsabilidade de dar este reajuste. Mais que 5%, quebra a prefeitura”, disse o prefeito João Alves Filho.

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