Lacen coleta material para pesquisa nas mães e bebês com microcefalia
Cotidiano 01/04/2016 14h56

O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) deu início nessa quinta-feira (31), ao trabalho que realizará a pesquisa genética dos bebês com Microcefalia de Sergipe. Pela manhã, profissionais que integram o laboratório de Biologia Molecular da unidade, coletaram amostras de sangue e saliva em quatro mães e quatro bebês microcefálicos, oriundos dos municípios de Laranjeiras e Cumbe.

De acordo com o cronograma de coleta, o Laboratório Central fará o atendimento de uma média de quatro a dez usuários por dia, totalizando 203 mães junto com seus bebês. O trabalho está previsto para encerrar na terceira semana de abril. Nessa fase da pesquisa, o Lacen esta encarregado realizar as coletas de saliva que é acondicionada na geladeira e o sangue, acondicionado no freezer numa temperatura a -70 graus centrígrados.

O material será encaminhado para o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), para equipe do professor Paolo Zanotto. “Essa é mais uma etapa do trabalho de pesquisa conjunta iniciado em fevereiro, com a equipe de profissionais da USP”, informa gerente dos laboratórios de Imunologia e Biologia Molecular do Lacen Sergipe, o farmacêutico bioquímico Cliomar Alves dos Santos.

Ele explica que o material coletado nas mães e seus bebes será utilizado para realizar a pesquisa dos anticorpos. “Com se trata de mães que já tiveram os bebês com Microcefalia a pesquisa será concentrada nos anticorportos, porque o vírus fica pouco tempo na circulação, enquanto os anticorpos ficam indefinidamente. Sendo que na circulação por um período mais curto do IgM, e mais longo do IgG”, detalha o farmacêutico bioquímico.

Nessa fase do trabalho também será estudada a possibilidade de outras anomalias serem a causa genética, que possa ser associada a Microcefalia.

A definição do trabalho foi tomada a partir de várias reuniões com a participação Coordenação de Vigilância Epidemiológica de Sergipe (Cieves) o Lacen, além das coordenações dos Serviços de Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica dos municípios que tem bebês com Microcefalia.

“O Lacen, junto com os demais serviços, definiu mais esse fluxo de trabalho que agora fará a pesquisa das mães e seus bebês. Por se tratar de uma investigação genética, todas essas mães foram convidadas a participar da pesquisa”, explica a superintendente do Lacen, Danuza Duarte Costa, ao ressaltar que o trabalho para o diagnóstico do Zika vírus, segue realizado na unidade.

Análises

No período de janeiro a março deste ano, o Lacen Sergipe cadastrou 809 amostras para análise do Zika vírus. Os testes são realizados com os insumos, fornecido pelo Ministério da Saúde (MS) e utiliza a técnica PCR Real Time (biologia molecular). É feita a extração do material genético do vírus - RNA - Ácido Ribonucleico. Em seguida é colocado no equipamento que amplifica esse material genético simultaneamente à detecção do vírus na amostra.

Fonte: SES

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