Justiça suspende contratos temporários em Areia Branca (SE)
Cotidiano 11/05/2017 18h05 - Atualizado em 13/05/2017 13h25Por Nathália Passos
Nesta quinta-feira (11), a pedido do Ministério Público, a Justiça determinou suspensão de contratos temporários na Prefeitura de Areia Branca, centro-leste de Sergipe.
A suspensão atende aos pedidos constantes da Ação Civil Pública como obrigação conciliada pelo Ministério Público de Sergipe e determinou a suspensão dos contratos temporários firmados pelo Município de Areia Branca, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 5 mil.
O Tribunal de Contas de Sergipe suspendeu o Processo Seletivo Simplificado nº 001/2017, aberto pela Prefeitura de Areia Branca, em razão de ter encontrado falhas no seu edital, tendo em vista evitar comprometimento nos princípios administrativos constitucionais.
O Município anulou o edital do concurso e firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Promotoria de Justiça de Areia Branca, através do qual se comprometeu, dentre outros itens, a promover "a contratação temporária emergencial de empregados públicos do quadro do Município distribuídos em toda a estrutura administrativa, nas áreas da saúde, educação e assistência social, pelo período máximo de um ano, ou, antes desse prazo, com a contratação mediante concurso público”, conforme firmado à época.
Mesmo assim, logo após a celebração do TAC, o Município contratou, diretamente, sem adotar processo seletivo, 38 servidores para cargos de motorista, professor, assistente de administração, nutricionista e serviços gerais.
De acordo com o promotor de Justiça Walter César Nunes Silva, a admissão de pessoal da maneira que foi feita pelo Município de Areia Branca desobedece a leis de âmbito Municipal e Federal - ou seja, as contratações diretas não se justificam, já que não houve calamidade pública, emergência ambiental ou na área de saúde, que dessem suporte à conduta da Prefeitura.
O juiz de direito Fernando Luís Lopes Dantas, na sua decisão, ressaltou que, por ser situação na qual se vislumbra provável ilegalidade, é "cabível a intervenção do Poder Judiciário, sempre que o administrador se utilizar de instrumentos ou mecanismos vedados pela Lei, o Judiciário atuará para impedir que a ilegalidade seja cometida ou para estancar-lhe os efeitos”.
F5News entrou em contato com a prefeitura de Areia Branca, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.
*Com MP

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