Jovens estão usando medicamentos para disfunção erétil sem necessidade
Há casos de mistura com estimulantes e energéticos
Cotidiano 12/11/2012 15h48

Por Sílvio Oliveira

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo aponta que jovens entre 25 e 35 anos estão cada vez mais consumindo, indiscriminadamente, medicamentos para disfunção erétil.  Em Sergipe não se tem pesquisa para revelar tal feito, mas especialistas da área ressaltam que no dia a dia a realidade é a mesma de outros estados brasileiros.

A promessa do aumento da libido, de potencializar o desejo sexual e ser um “super homem” na hora “H” fazem com que cada vez jovens usem os medicamentos sem moderação. A insegurança e curiosidade são os principais motivos para o consumo. Aliado ao desejo de melhora o desempenho, mesmo sem ter problemas de disfunção erétil,  pode acarretar em dependência psicológica.

O urologista Lélio Silva explica que é como ter um carro 1.0, deixá-lo numa oficina para conserto e o mecânico emprestar um carro 4.0. Ao retornar a dirigir o veículo, 1.0 o motorista irá sentir falta do carro mais potente. “´É como se tivesse 80%, 90% de potência. Com o remédio, o consumidor vai a 100%, e sempre quer usá-lo. É desnecessário, até porque o remédio é para quem tem problema, para suprir uma deficiência”, disse.

Ele afirma que não há danos à saúde, até porque depois de certo tempo é eliminado do organismo. Porém o uso indiscriminado e com a mistura de outros tipos de estimulantes e medicamentos, ou drogas, poderá causar riscos em logo prazo.

Misturas e exageros

Como qualquer remédio, os medicamentos para disfunção erétil precisam ser prescritos por um profissional, o paciente deve ser acompanhado, além de verificar os riscos e efeitos colaterais , principalmente se são misturados com outros tipos de substâncias, a exemplo de estimulantes, como os energéticos, além de calmantes.

Deve usar também da ponderação quem já tem histórico de convulsões, arritmias e anginas, má circulação das artérias coronárias, hipertensão arterial sem tratamento e problemas na retina, pois como são vasos dilatadores, poderá aumentar os batimentos cardíacos

“Nos jovens, o efeito é mais psicológico do que químico. É para uma disfunção que, teoricamente, eles não têm. Como chega-se a um suposto 100%, pode acostumar e querer sempre usar os medicamentos”, disse Lélio Silva.

Foto: Ilustração

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