Jovem é ferida por linha com cerol, sangra, mas SAMU nega atendimento
Cotidiano 27/07/2015 15h33Por: Aline Aragão
Soltar pipa é uma das brincadeiras preferidas da garotada, mas quando não se toma os devidos cuidados, o que era pra ser diversão, pode acabar em um grande problema. O primeiro cuidado é quanto o local, que deve ser aberto, longe da fiação elétrica; o segundo é sobre o uso de cerol, que representa uma ameaça para todos, inclusive para quem está brincando.
No último final de semana, a técnica em enfermagem Aline Conceição Aguiar foi vítima do cerol e por muito pouco não perdeu um olho. Ela seguia em uma motocicleta, quando foi atingida por uma linha de pipa com cerol. O fato aconteceu na Avenida Tancredo Neves, nas imediações da Rodoviária Nova, em Aracaju (SE). A linha cortou partes do rosto da motociclista, que usava o capacete com a viseira aberta, e a moto dela não tem antena para cortar linhas. “Se a viseira estivesse fechada, poderia ter atingido o meu pescoço”, desabafa.
Aline explica que reduziu a velocidade ao ver o semáforo fechar, ao mesmo tempo em que um menino passava correndo. “Quando percebi já foi à linha cortando meu rosto e o sangue descendo, fiquei assustada, nessa hora você não sabe o que fazer”, disse.
Dois rapazes que estavam próximos socorreram a jovem, um deles, tirou a camisa para estancar o sangue, enquanto pediam socorro ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mas para surpresa de todos, o socorro foi negado. “A atendente me passou para um médico e, após eu relatar o ocorrido, ele disse que o Samu é para atender vitimas de arma de fogo, faca, acidentes de transito e infarto”, lamentou.
Inconformada, mas precisando de ajuda a técnica de enfermagem ligou para familiares e foi encaminhada a um hospital particular. Além de arranhões no nariz e no olho esquerdo, ela teve um corte profundo no olho direito, onde precisou pegar oito pontos. “O médico disse que o corte atingiu uma veia e foi muito delicado. Esta é uma brincadeira que coloca a vida das pessoas em risco, é um absurdo e muito perigoso”, disse.
Já em casa, Aline lamenta a forma como foi tratada pelo Samu. “Eu poderia ter perdido meu olho, e o médico ainda fez pouco caso, depois que me identifiquei como técnica em enfermagem ele disse que eu deveria saber que sangramento é relativo, e meu caso não para o Samu”, desabafa.
A assessoria de comunicação do Samu informou que nesta segunda-feira (27) a superintendência do Serviço analisou o áudio da chamada realizada por Aline. Conforme o registro da central de regulação a paciente acionou o serviço por volta das 16h30 da sexta-feira (24) e a todo momento informava que estava ao lado do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). Por isso, para o Samu seria mais viável que a paciente fosse ao Hospital, uma vez que, as viaturas da base metropolitana (ao lado do Huse) estavam em ocorrência e o deslocamento da viatura mais próxima da ocorrência (que estava na base do Siqueira Campos) seria mais demorado.
Foto: Reprodução TV Sergipe

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
