Jovem confessa latrocínio do engenheiro Nicanor Moura
Polícia procura pela arma utilizada no crime e por outros envolvidos
Cotidiano 25/01/2017 11h33 - Atualizado em 25/01/2017 12h21

Por Fernanda Araujo

Através das imagens das câmeras de segurança da creche Almir do Picolé e denúncias da população que auxiliou nas investigações, a polícia conseguiu prender José Carlos dos Santos Filho, 18 anos, acusado do latrocínio do ex-coordenador da Defesa Civil de Aracaju, o engenheiro Nicanor Moura Neto, de 67 anos.

A operação conjunta foi realizada na terça-feira (24) pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DFRV), Coordenadoria de Polícia da Capital (Copcal) e Grupamento Especial de Repressão e Busca (Gerb).

O acusado, conhecido como Tonton, estava escondido na residência de um amigo em Nossa Senhora das Dores.

Segundo o delegado André Baronto, após o crime o suspeito se escondeu em um matagal e em seguida fugiu para Dores, onde inicialmente ficou na casa da mãe, mas com medo das notícias do crime se escondeu na casa de um amigo no mesmo município.

“O amigo disse que não sabia do envolvimento dele no crime, já José Carlos afirma que contou o fato. No momento ele (o amigo) não será responsabilizado porque ele não deu fuga ao José Carlos, mas também será investigado”, diz Baronto.

Durante o cerco da polícia na residência, o suspeito tentou fugir pulando o muro de duas casas vizinhas e invadiu uma creche onde fez uma professora refém. A negociação foi rápida, sem feridos, e imediatamente ele se entregou.

Segundo o delegado Ildemar Rios, da DFRV, a operação exigiu das equipes cautela por causa das crianças e das professoras que estavam no local.

José Carlos confessou o crime; a intenção era roubar o veículo da vítima e vendê-lo. Na versão do acusado, ele só atirou diante da reação de Nicanor. “A ninguém é recomendado reagir, porém ele é a vítima. José Carlos atirou num idoso que estava desarmado e que estava no local fazendo uma doação. Foi fazer um bem e acabou doando a sua própria vida”, pondera Rios.

A polícia ainda procura pela arma utilizada no crime; o preso alega que perdeu, mas a polícia não acredita. A investigação também continua no sentido de encontrar pessoas que possam ter contribuído com a ação. “Ele agiu sozinho, mas vamos verificar a possibilidade de existir alguém que forneceu a arma, quem passou a informação de que a vítima estaria lá, ou quem deu fuga a ele”, ressalta Baronto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

José Carlos tem passagem pela polícia por dois homicídios quando adolescente, e chegou a ser preso em Alagoas com um carro roubado de Aracaju e duas armas. As informações sobre os homicídios serão passadas para o Departamento de Homicídios e Proteção e Pessoa (DHPP).

A polícia investiga ainda quem era o receptador do veículo da vítima, se tinha sido encomendado ou se a venda seria aleatória.

O inquérito deve ser concluído nos próximos dias.

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