Jornada Nacional de Lutas da Juventude acontece em Aracaju
Jovens unificam pauta de reivindicações e fortalecem movimento nacional Cotidiano 05/04/2013 20h30Por Sílvio Oliveira
Lideranças juvenis dos seguimentos sociais e políticos se reuniram na tarde desta sexta-feira, 05, na praça Olímpio Campos, em Aracaju (SE), para fortalecer o movimento nacional pela luta por políticas de direitos da juventude. Em Sergipe, o movimento pede a implantação do ensino superior no campo e a melhoria do transporte público, além do passe livre para a juventude, a democratização dos meios de comunicação, a aprovação do Estatuto da Juventude e que sejam direcionados os 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação.
Os militantes juvenis partiram da praça Olimpio Campos e percorreram a rua Itabaiana e calçadões do Centro de Aracaju. O ponto de chegada foi a praça General Valadão, onde aconteceu mais um ato público. “Reunimos os movimentos sociais e a juventude partidária de esquerda com o intuito de unirmos as pautas desses movimentos em uma única luta”, explicou Anderson Cardoso (foto1), coordenador da Juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT).
Também presente ao ato público, Yanaia Rebeca, representante da Central Única dos Trabalhadores, destacou que os jovens são 2/3 da população brasileira e em Sergipe são estimados 440 mil entre a idade de 15 a 29 anos. Por conta disso, pediu mais políticas públicas para essa faixa etária, que contemplem, por exemplo, passe livre para se ter acesso à cultura e fomento da empregabilidade.
Movimento nacional
Jessy Dayana (foto2), representante do Levante Popular da Juventude, disse que a Jornada Nacional da Juventude já aconteceu em Brasília, Belém, São Paulo, Fortaleza, Paraíba, entre outras capitais. Segundo Dayana, 40 entidades compõem a Jornada através de pautas comuns, que foram discutidas em plenárias. Para ela, a reforma agrária, a implantação da UFS no campo e o transporte público são pautas mais significativas, principalmente essa última, já que incomoda bastante a juventude.
O representante da Juventude do Partido Social Brasileiro (JPSB), Carlos César Zuzarte,(foto 4) destacou que a juventude é modeladora da sociedade e que os gestores devem compreender que os jovens de hoje são os gestores do amanhã. “Somos representantes da sociedade e precisamos estar em locais de debate. Temos que ser críticos e lutarmos, porque quando formos adultos, gestores, também teremos que lutar por mais jovens”, afirmou.
Comissão de Direitos Humanos e Minorias
Na conversa entre os jovens, não faltou à polêmica envolvendo o deputado federal Marcos Feliciano (PSC/SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
O presidente do Diretório Acadêmico dos Estudantes da Universidade Tiradentes (DCE/U
nit), Thiago Aquino (foto3), disse não se sentir representado pelo deputado. “É um retrocesso; à medida que avançamos nas políticas públicas contra a discriminação, vem um político para desconstruir os avanços progressistas”, avaliou.Segundo Jessy Dayane (foto 4), a sociedade brasileira nega o parlamentar na presidência da Comissão e o Estado precisa ouvir o povo e tomar uma iniciativa. “Não reconhecemos o Marcos Feliciano como nosso defensor, nosso representante. A juventude quer alguém que realmente entenda a diversidade do povo brasileiro”, disse.
Fotos: Silvio Oliveira

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