Ipes pode suspender atendimento aos servidores da Prefeitura de Aracaju
Cotidiano 16/11/2016 11h02 - Atualizado em 16/11/2016 14h27Por Fernanda Araujo
Com uma dívida de mais de R$ 2 milhões, segundo o Ipesaúde, o atendimento aos seis mil servidores da Prefeitura de Aracaju que aderiram ao plano pode ser suspenso. Por falta do repasse integral, os servidores do instituto estão sem receber salários há quatro meses, de acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aracaju (Sepuma).
A informação ainda é de que os profissionais de saúde devem suspender o atendimento aos usuários a partir da próxima sexta-feira (18).
Hoje pela manhã, no programa da Ilha FM, uma usuária do plano relatou que teve que pagar por um procedimento em torno de mil reais porque o médico não quis atender pelo Ipes alegando a falta de pagamento.
“O Ipes também tem hospital, clínica, tem profissionais e laboratório para pagar. Se o próprio Estado e nem a prefeitura pagam, vai ficar atendendo? A prefeitura é quem tem que prover os meios de pelo menos repassar o que é do servidor e nem isso está sendo feito. Com inadimplência no período de 120 dias pode qualquer uma das partes denunciar o contrato e é o que o Ipes vai fazer, corretamente”, afirma Nivaldo Fernando, presidente do Sepuma.
A diretoria do Sepuma entrou com pedido de mandado de segurança contra o Município para que a prefeitura se abstenha de pagar qualquer credor que não seja a folha do servidor do Ipesaúde. Segundo Nivaldo, a ação está nas mãos do desembargador Cesário Siqueira Neto desde o dia 1º deste mês, e até o momento não foi julgado.
“Estamos esperando que a qualquer hora saia a liminar. Hoje vamos ao pleno no TJSE para tentar falar com o desembargador para dar urgência a esse julgamento”, diz.
Na quinta-feira (17), haverá uma coletiva com o diretor-presidente do Ipes, Cristian Oliveira, para falar sobre a provável suspensão de atendimento.
Há notícias ainda de que a prefeitura não renovou o contrato com o Ipes. F5 News entrou em contato com a assessoria do Ipesaúde, mas sem êxito. Já a assessoria da Secretaria de Planejamento (Seplog), informou apenas que não tem previsão de pagamento da dívida e que está dependendo da Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz). Também entramos em contato com a Semfaz, que pediu para ligar para a Secretaria de Comunicação (Secom) ou para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as quais disseram não ter informações. A Seplog deve enviar nota ainda hoje.

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