Internas do Prefem participam de cursos do Projeto Florescer
Cotidiano 10/08/2016 13h42Na manhã desta quarta-feira (10), internas do Presídio Feminino concluíram o curso de Petwork, onde aprenderam com a arte do corte e costura a desenvolver diversos objetos, como bolsas, carteiras, bonecas de pano e outros produtos.
O curso é fruto de uma parceria entre Secretaria de Estado da Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc) e Ministério Público Estadual (MPE), através do Projeto Florescer, desenvolvido dentro da unidade desde 2012 e idealizado pela promotora de justiça Dr. Cristina Mendonça, do Ministério Público Estadual (MPE).
Só este ano 30 internas participaram dos cursos dentro da unidade prisional, o primeiro curso foi de Feltro e contou com 15 internas, este último curso formou 14. Até o final do ano haverá mais cursos para que essas mulheres possam se profissionalizar, evitar a ociosidade e pensar em um futuro melhor.
A interna A. B. S. relatou com empolgação como foi para ela passar pelas aulas de Petwork, e deseja levar consigo os ensinamentos da professora, Lívia Andrade, da Uni Cortte.
“Eu adorei o curso, pena que foi pouco tempo. A professora foi super atenciosa com a gente, super paciente, porque teve que ter um pouco de paciência, e vou levar esse conhecimento até quando eu sair e vou produzir peças lá fora, porque pra mim será uma profissão, porque eu nunca pensei que eu iria me identificar com corte e costura, eu me identifiquei muito bem e gostei,” disse.
Para Edjane Lima Marinho, coordenadora pedagógica do Presídio Feminino, o envolvimento das internas nessas atividades é muito importante por retirá-las da ociosidade, além de ser uma atividade terapêutica.
“O curso é importante porque ele traz novas possibilidades para as atividades de artesanato que elas já fazem dentro das celas, ele vai estimular a criatividade porque vai trazer novos modelos, as internas que fizeram o curso entram nas celas com essas novas ideias, mostram as demais e essas passam a reproduzir essas ideias que aprenderam no curso, ou seja, elas se tornam multiplicadoras,” disse.
“Este ano a gente inovou com oficina de arte. Como você viu a oficina de Petwork e de bordados, a próxima será de pano de prato e o objetivo realmente é trazer pra elas a autoestima e valorização, para quando elas saírem do presídio possam ter uma oportunidade de trabalho. Para a gente não perder a continuidade, a empresa que a gente contratou, a Uni Cortte, tem dado uma atenção muito grande a gente, é muito comprometida, as meninas adoram a professora, e ficamos realizados em chegar aqui e ver que elas estão satisfeitas,” disse, Cristiane Barreto Paiva, coordenadora do Projeto Florescer.
Fonte e foto: Sejuc

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