Interior concentra maior número de casos de câncer de boca em Sergipe
Cotidiano 23/10/2014 16h06

Consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal ajustadas são alguns fatores que podem causar o câncer de boca. Um dos principais sintomas é o aparecimento de feridas que passam um longo tempo para cicatrizar. Uma pesquisa desenvolvida pelo professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Paulo Ricardo, analisa os fatores associados ao atraso no diagnóstico e tratamento do câncer de boca em Sergipe e os impactos na qualidade de vida dos pacientes. 

De acordo com o professor Paulo Ricardo, a espera pelo tratamento oncológico e o impacto na qualidade de vida dos pacientes é um dos principais motivos da pesquisa que está sendo realizada junto com os alunos Sândyla Prata Paixão (Bolsista da Fapitec/SE), Camila Macedo Mendes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica (Fapitec/SE) e o mestrando Breno Araújo Batista. A pesquisa integra os projetos executados em parceria com o Núcleo de Análises e Pesquisas em Políticas Públicas (NAPs) da Secretaria do Estado da Saúde (SES) com o apoio da  Fapitec/SE .

Os pesquisadores buscam com o projeto atendimento interdisciplinar e efetivo pensando no bem físico, mental, psicológico e no relacionamento social com as pessoas, familiares e amigos como também na saúde e outros fatores que afetam a vida desses pacientes. “O quanto antes o paciente for assistido por uma equipe multidisciplinar ele vai pra o tratamento numa qualidade de vida melhor e possivelmente o prognóstico vai ser menor”, explica o professor Paulo Ricardo.

Segundo o pesquisador Paulo Ricardo, para o paciente ter conhecimento do diagnostico do câncer de boca leva em média três meses.  “O diagnóstico não pode atrasar por que a espera pelo tratamento piora o quadro geral do paciente”, acrescenta.

Ainda de acordo com o professor, foi identificado na pesquisa fatores que mais afetam na vida desses pacientes. “O câncer é uma doença mutiladora que as pessoas sofrem com distúrbio de sono, dificuldades financeiras e incapacidade de relacionamento e sexual. Foram os fatores importantes que identificamos durante essa fase da pesquisa com o foco antes do tratamento da doença”, afirma.

Casos

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer ( INCA) no Brasil o número de casos em 2010 estava em 4.891 sendo 3.882 homens e 1.009 mulheres . Já em 2012 houve um aumento de 14.170, sendo 9.990 homens e 4.180 mulheres.  Em 2014, a estimativa paranovos casos a cerca de 11.280 em homens e 4.010 em mulheres.

Em Sergipe, os pesquisadores ainda não têm resultados parciais, mas observou que a maioria dos pacientes é do interior do Estado com idade acima dos 50 anos, analfabeto ou com ensino fundamental e fumantes por muito tempo. Esses pacientes geralmente têm renda inferior a um salário mínimo.

Fonte: Fapitec

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