INSS: segurados sofrem prejuízos com greve dos servidores
Das unidades em Sergipe, apenas a de Itabaianinha continua funcionando Cotidiano 15/09/2015 13h45Por Fernanda Araujo
Sem conseguir adquirir os benefícios, segurados do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) tentaram atendimento, na manhã desta terça-feira (15), mas tiveram que retornar para casa sem sucesso. A greve dos servidores completa hoje 67 dias e, na próxima sexta-feira, se completa uma semana da paralisação dos peritos médicos. As unidades de Aracaju, da avenida Ivo do Prado e do bairro Siqueira Campos, estão fechadas. Das 11 agências em Sergipe, apenas a de Itabaianinha continua funcionando. Na unidade da Ivo do Prado, são disponibilizados entre 500 e 650 atendimentos por senha ao dia, em torno de 200 por dia, só para benefício, são agendados na unidade.
“A situação é humilhante. Meu filho tem problemas psicológicos e apesar de estar agendada há mais de 30 dias, quando a pessoa chega aqui, recebe a informação de que não tem atendimento e precisa ligar de novo para reagendar. Vim fazer perícia BPC (Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social) no meu filho de quatro anos que tem autismo e uma síndrome”, reclama a dona de casa Leide Lucas (ao lado).O número 135 da Central de Atendimento do INSS é utilizado para agendar atendimento, mas não tem resolvido o problema. Gleiciane de Santana critica que desde agosto reagendou por três vezes a perícia médica para receber um seguro. “Reagendei agora para 9 de novembro. Me sinto péssima, se depender disso aqui a pessoa morre de fome”, diz.
Outra situação ruim é a do idoso José de Souza (ao lado). Ele se aposentou em 2014, mas em maio deste ano teve o benefício suspenso sem explicação, deste então, não recebe a aposentadoria, que é de um salário mínimo. Enquanto isso, mora de favor porque não pode pagar aluguel. “Vou ter que esperar a decisão se continua ou não a greve para resolver o meu problema. O país está totalmente entregue às baratas. Querem criar apenas mais encargos e o nosso problema não resolvem. Estou comprando fiado há dois meses na mercearia da esquina porque o dono me conhece, mas essa semana ele já disse que não vende mais”.Servidores
Segundo o Comando de Greve, a situação continua a mesma. Uma nova assembleia será remarcada para decidir o destino do movimento. A orientação do Ministério da Previdência é que as pessoas busquem o reagendamento na Central de Atendimento (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h. “O governo está utilizando uma estratégia para mascarar que não existe o movimento grevista, faz o agendamento no Call Center e faz com que o segurado venha às agências na certeza de que tem atendimento”, afirma o representante Sandro Santana.
O servidor lamenta os transtornos à população, mas lembra de que as reivindicações não são apenas salariais. “As condições das agências são mínimas, a estrutura é velha, não tem espaço físico para atender à grande demanda. Falta servidor, equipamento, material de consumo em geral, até de limpeza, é uma máquina de impressora para 15 guichês. Até xerox não dá para fazer. A população no dia a dia não vê isso. O antigo prédio na Avenida Doutor Carlos Firpo é o retrato do serviço público federal. O Governo fez proposta atrasada e muito abaixo do esperado”, afirma Sandro.
Governo
O Ministério da Previdência Social afirma que para evitar prejuízo financeiro, será considerada para a concessão do benefício a data inicialmente agendada no 135. Os segurados devem consultar previamente a situação do atendimento na unidade. Quem não for atendido em razão da paralisação terá sua data remarcada.
As negociações, relativas à pauta de reivindicações apresentada pela categoria são conduzidas pelo Ministério do Planejamento. Segunda-feira(14), o governo ofereceu pagamento do reajuste em dois anos (2016 e 2017). Conforme balanço divulgado ontem às 22h, 27.664 perícias foram agendadas em todo país, mas só 11.024 (39,84%) foram realizadas e 9.074 foram reagendadas.
Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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