Insegurança muda a rotina dos moradores do Conjunto Orlando Dantas
Eles reclamam da falta de policiamento na região
Cotidiano 20/08/2014 14h15

Por Aline Aragão

A insegurança e a onda de violência têm mudado hábitos de moradores do Conjunto Orlando Dantas, no Bairro São Conrado, em Aracaju (SE). Após passar por dois assaltos em apenas uma semana, a agente de endemias Edjeane Scarlet Figueiredo Gomes relata que anda amedrontada. Ela estava com o esposo em uma clínica que fica na Avenida Heráclito Rolemberg, no momento em que um homem invadiu o estabelecimento e fez um verdadeiro arrastão.

O primeiro assalto aconteceu no último dia 13. “Até as nossas alianças eles levaram”, lamenta Edjeane, ao destacar a ousadia dos marginais, que voltaram após uma semana para fazer um novo assalto. Ela conta que o marido retornou à clínica ontem (19), para pegar o resultado dos exames, e mais uma vez foi surpreendido pelos marginais. “Fiquei com medo e deixei que ele fosse sozinho, parece que eu estava adivinhando”, contou Edjeane.

Assustada com a insegurança do bairro ela diz que não volta mais à clínica. “Prefiro pagar mais, ir a um lugar mais longe para, quem sabe, ter um pouco mais de segurança, mas lá eu não volto”, disse. Para Edjeane, a falta de investimento em sistemas de segurança por parte dos estabelecimentos comerciais contribui com a criminalidade. “Eles invadem lugares onde tem segurança, imagine um que não tem nenhuma câmera”, reclamou.

O autônomo Jackson Alves é outro exemplo de vítima do medo e da insegurança em que vivem os moradores do conjunto. Ele conta que as duas filhas foram assaltadas há cerca de três meses. “Os assaltos são constantes, nós nos sentimos presos, temos que ficar trancados em casa, com medo de sair e até de deixar nossos filhos também circularem pelo bairro”, desabafa.

Para Jackson, o sistema de segurança de Sergipe não atende a necessidade. “Somos reféns da insegurança e do medo porque o serviço é abaixo do esperado.  Os policiais até querem trabalhar, mas o efetivo é pequeno  e isso torna o trabalho frágil, pois acabam não existindo condições de promover um trabalho de policiamento ostensivo eficaz”, diz.

Segundo o relações públicas da Polícia Militar, Coronel Paulo Paiva, até o momento não há nenhum registro de aumento das ocorrências na região. Ele informou ainda que a o policiamento do bairro é de responsabilidade da 2ª Companhia do 1º Batalhão, através do patrulhamento ostensivo com viaturas.

Paiva disse também que, além da 2ª Companhia, o policiamento preventivo é feito por uma guarnição da Rádio Patrulha; além da realização de blitz com abordagens feitas pela Companhia de Polícia de Trânsito (CPTran) e pelo Grupamento Especial Tático de Motos (Getam).

 

Foto: Arquivo F5 News

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