Insatisfeitos, médicos acham que prefeito não vai ceder, diz Sindimed
Profissionais do Município de Aracaju aguardam assembleia amanhã
Cotidiano 29/04/2013 12h30

Por Fernanda Araujo

Em greve, os médicos do Município de Aracaju aguardam a nova assembleia geral marcada para terça-feira (30) às 8h no Sindicato dos Médicos (Sindimed). Será mais um dia decisivo para a permanência ou não da greve, iniciada na sexta-feira, 26.

Na assembleia passada, os médicos receberam a contraproposta da Prefeitura, através do secretário adjunto da Saúde municipal, Petrônio Gomes. A ideia é que a previdência seja paga em cima da gratificação a partir de janeiro do próximo ano. Já sobre a proposta da categoria em receber o retroativo neste ano, ou seja, a data base de janeiro, não houve menção.

Segundo o presidente do sindicato, João Augusto (foto), desde a decisão de manter a greve foi feito o contato com o prefeito João Alves Filho. Este manteve somente a proposta sobre a incorporação para 2014, mas disse que vai abrir o debate para outras possibilidades, porém, sem implementação para esse ano.  

Demonstrando um ar de incerteza, João Augusto disse não saber ao certo a expectativa para a nova assembleia e para a possibilidade de conseguir com que as reivindicações dos médicos sejam atendidas. “Todos estão insatisfeitos com a realidade do reajuste e uma parte acredita que o prefeito não vai ceder porque não é ano eleitoral”.

Em carta aberta à população, os profissionais repudiam a forma como os governantes estão gerenciando a saúde de Sergipe. “O novo Prefeito de Aracaju, João Alves Filho, nos primeiros meses de sua gestão, retira direitos dos servidores, aumenta a remuneração e o número de cargos comissionados, cria novas secretarias, e ainda continuam as péssimas condições de trabalho. Além de manter a mesma política de desvalorização dos trabalhadores, com reajuste de 5% a partir de abril, quando a data base é janeiro para os servidores. Enquanto isso, ele e os seus secretários tiveram reajuste de 66% a partir de janeiro. Alertamos a população: mudam os governantes e o descaso com a saúde permanece, causando sérios transtornos e sofrimento à população e aos servidores”, diz a carta.

Ainda hoje às 14h, a comissão de greve da categoria fará uma reunião interna, e amanhã, após a assembleia, haverá uma mobilização na Câmara Municipal às 14h. Caso a greve seja interrompida, o ato também poderá ser suspenso.

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