Incidência de dengue aumentou 70% em Sergipe, diz Ministério da Saúde
Em todo Brasil já foram registrados mais de 1,5 milhão de casos Cotidiano 25/11/2015 10h25Da Redação
Os casos de dengue registrados em Sergipe este ano aumentaram 70% em relação ao ano passado, conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. Até o dia 14 de novembro passado foram confirmados 6.305 casos, enquanto no mesmo período de 2014 esse número chegou a 2.024. O número de óbitos caiu pela metade - ano passado foram quatro e este ano dois. A situação ainda não é considerada epidêmica, já que a incidência é de 284 casos para cada 100 mil habitantes.
O resultado do último Levantamento Rápido do Índice de Infestação (LIRAa) divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde indicou seis municípios com alto risco de infestação da dengue, 36 com risco médio e outros 11 considerados de baixo risco. A diretoria de Vigilância alerta que, devido ao crescimento de casos no final deste ano, há o risco de epidemia a partir do início de 2016, por isso, entre os meses de novembro e dezembro, ocorre uma estratégia de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Febre Chikungunya e Zica.
Os casos de dengue registrados no país este ano, até a metade de novembro, ultrapassaram 1,5 milhão, com um aumento de 176% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve ainda aumento de 104% nos casos graves de dengue e de 79% no número de mortes quando comparado com os dados de 2014. Até o dia 14 de novembro foram registrados 1.534.932 casos de dengue, que mataram 811 pessoas. Os casos graves somam 1.488. Já em 2014 foram 555.462 casos de dengue com 453 mortes e 728 casos graves da doença. Se comparado o ano de 2015 ao de 2013, quanto houve uma epidemia da doença, houve aumento de 7% nos registros de pessoas infectadas pela dengue.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, pediu a mobilização da sociedade e dos agentes públicos para evitar a proliferação do Aedes e alertou que as regiões do país têm peculiaridades quanto ao criadouro do mosquito e que é preciso ficar atento a essas características. No Nordeste, por exemplo, ele citou que as pessoas armazenam água em função da seca e essa acaba sendo uma fonte para a proliferação. “Ou a sociedade brasileira se envolve, se mobiliza para combater o Aedes aegypti ou nós não seremos vitoriosos. O momento que estamos vivendo é muito grave”, destacou o ministro.
O secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi, disse que é preciso ficar alerta não apenas no verão, quando ocorre o pico da doença. “O mosquito está se fortalecendo, se adaptando às condições climáticas, ficando mais resistente e exigindo de nós e de toda a sociedade uma mudança de comportamento no sentido de não deixá-lo se desenvolver”, disse.
Para alertar a população sobre a importância do combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, o ministério da saúde lançou hoje uma nova campanha - “Se o mosquito da dengue pode matar, ele não pode nascer”.
*Com informações da Agência Brasil

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
