Ilegalidade da greve: Sintese recorre à Justiça e protocola dossiê
Cotidiano 26/05/2015 10h59Por Fernanda Araujo
O Sindicato dos professores da rede estadual (Sintese) recorre nesta terça-feira (26) da liminar da Justiça deferida na semana passada decretando a ilegalidade do movimento e determinando o retorno às aulas. Reunidos na praça Fausto Cardoso, Centro de Aracaju, a direção protocolou no Palácio da Justiça um dossiê apontando as condições precárias de escolas públicas no estado, em estrutura e alimentação escolar, e as divergências de dados entre a Secretaria da Fazenda com a Secretaria de Estado da Educação.
“No Estado de Sergipe a certeza da impunidade é tanta que o governo manipula os dados da forma que quer porque depois ele faz um ajuste de conta para dar certo. Não pode ser assim”, afirma a presidente da categoria Ângela Melo. O argumento usado para pedir a legalidade da greve é a Lei do Piso e a falta de condições de trabalho.
“Educadores precisam ser tratados como educadores, os estudantes precisam ser tratados como estudantes. A eles tem que ser dado uma escola de qualidade. A justiça precisa ir às escolas, os desembargadores, promotores e os procuradores deveriam visitar as escolas e ver a situação”, considera. Segundo a líder sindical o Sintese solicitou negociação com o governo desde o mês de janeiro até maio, mas a resposta era negativa à implementação do Piso Salarial.
Segundo Ângela Melo, os professores tem o comprometimento de repor as aulas dos dias parados. “Nós não somos ilegais, marginais nem bandidos, somos professores, queremos trabalhar desde que Jackson Barreto negocie”, diz.
A Lei do Piso foi implementado em Sergipe no ano de 2008. Porém, a partir de 2011 apresentou problemas quando o governo aprovou a Lei 213
que quebra a carreira do magistério, segundo o Sintese. O Piso é reajustado como parâmetro o Ensino Médio e estendido às carreiras. “O Piso inicia com o menor valor do Ensino Médio que é de R$ 1.917,78 para o profissional de início de carreira, depois diferencia de nível médio para superior, mestrado e doutorado. Nesse sentido, em Sergipe, o governo quebrou a carreira porque em 2012 não teve o reajuste, 2013 e 2014 teve reajuste como manda a lei, e em 2015 novamente o governo toma uma posição que já tinha revisto. O reajuste de 13,01% é para o Piso e nas carreiras”, explica a presidente.Fotos: Fernanda Araujo/F5 News
Imagem 3: Escola Estadual Coronel Maynard Gomes em Porto da Folha/ reprodução Sintese
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