Igor de Faro: crime é elucidado, mas juiz não autoriza prisão dos acusados
Um homem de 30 anos e um menor de idade foram identificados e confessaram o crime à polícia, mas continuam soltos Cotidiano 05/11/2016 08h44 - Atualizado em 05/11/2016 10h42Por F5 News
Latrocínio, assalto com morte, foi de que o empresário e jornalista Igor de Faro Franco, de 31 anos, foi vítima no dia 25 de outubro, de acordo com as investigações da Polícia Civil. O crime foi elucidado na tarde desta sexta-feira (4), quando os suspeitos, um menor de 16 anos e Vinícius de Souza Macedo, 30 anos, foram identificados e teriam confessado o crime. Porém, o juiz que estava de plantão não concedeu a prisão.
Igor estava em frente ao seu estabelecimento comercial, o Bar Salomé, no bairro Atalaia, zona Sul de Aracaju (SE), quando foi abordado por dois indivíduos numa motocicleta, os quais sem lhe oferecer qualquer chance de defesa, mesmo com os braços ao alto, efetuaram um disparo.
Segundo o delegado-geral, Alessandro Vieira, as equipes do Departamento de Repressão a Roubos e Furtos (DEROF) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalharam em parceria com a Divisão de Inteligência Policial (DIPOL), a fim de solucionar o caso. “Foram traçadas linhas de investigação e todas as pessoas mais próximas à vítima em seu ambiente de trabalho foram ouvidas, o que tornou ainda mais forte a tese de latrocínio”, diz.
O perfil e o modo de operar dos autores foram traçados. O delegado explica que outros casos de roubos semelhantes aconteceram naquela área. Os suspeitos foram identificados e, segundo a polícia, logo ficou constatado que eram as mesmas pessoas que vitimaram o empresário.
O adolescente confessou e deu detalhes do crime, na presença da sua mãe. Segundo o depoimento, gravado em vídeo pela polícia, a intenção era praticar um roubo, mas a vítima teria negado entregar o aparelho celular, o que teria motivado o disparo contra Igor. Com as imagens de câmeras de segurança de outros estabelecimentos, a polícia traçou o trajeto tomado pelos autores após o crime, que levou até a residência do adolescente. Na residência, foi localizada a camisa do menor usada na infração.
O delegado Alessandro Vieira explica que a prisão do adulto e a internação do adolescente foram representadas na noite desta sexta, assim que elucidado o crime, considerando a gravidade do caso, porém, o juiz plantonista Paulo Henrique Vaz Fidalgo entendeu por bem não apreciar os pedidos, por considerar que a causa não exigia a celeridade necessária para demandar o plantão judicial.
“Os marginais que mataram um inocente permanecem livres, por conta da decisão do ilustre magistrado. A Polícia Civil, fiel ao seu compromisso com a sociedade, vai reiterar os pedidos de internação e prisão, com a certeza de que a Justiça Sergipana cumprirá sua missão, permitindo que marginais de alta periculosidade sejam afastados do convívio social”, afirma o delegado.
Assim que os acusados forem presos, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) deve fazer uma coletiva com a imprensa.
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