HUSE realizou mais de 170 mil atendimentos em 2014
Gerência confirma que unidade opera acima da capacidade Cotidiano 05/01/2015 16h38Da Redação
O Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), maior centro de saúde do estado, encerrou o ano de 2014 superando a marca dos 170 mil atendimentos. Desses, 20.500 pacientes ficaram internados na unidade hospitalar. Os números foram obtidos a partir dos relatórios emitidos pelo Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub), de domínio público e desenvolvido pelo Datasus, do Ministério da Saúde.
Segundo o diretor geral da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Hamilton Santana, atualmente a unidade possui “um dos melhores parques tecnológicos do Nordeste”. Durante todo o ano, o pronto socorro do Huse realizou atendimentos clínicos, cirúrgicos, pediátricos, administração de medicamentos e ortopédicos, sendo este último o mais procurado, com cerca de 10 mil atendimentos, envolvendo acidentes automobilísticos, motociclísticos e atropelamentos. Das vítimas desses acidentes, 3.350 pacientes ficaram internados no hospital.
Os números apresentados superam os de 2013, quando foram totalizados 160 mil atendimentos, com 17 mil internações. De acordo com a superintendente do Huse, Lycia Diniz, o quantitativo de pacientes atendidos está acima das capacidades da unidade hospitalar, o que acaba gerando a superlotação no hospital. “Aqui tem resolutividade. Os pacientes saem com um diagnóstico pronto depois de realizado os exames necessários e prescritos os medicamentos. A partir dessa constatação, o Huse está superlotado porque ainda não há entendimento pleno que os casos aqui administrados só devem ser de urgência e emergência, de alta complexidade. Casos de baixa complexidade devem ser atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Conclui-se, portanto, que cerca de 85% dos nossos pacientes deveriam ser atendidos nessas UPAs", argumenta a superintendente.
Lycia Diniz destacou ainda que muitas pessoas procuram diretamente o Huse sem nem sequer passar pelas UPA's. “Inúmeros pacientes chegam ao Huse para tratar de questões que não deveriam ser administradas lá. Com isso, temos insumos consumidos, horas pagas aos médicos que deveriam estar atendendo casos graves, considerados de urgência, mas enquanto isso ficam aguardando o término da avaliação de um caso de baixa complexidade”, pontua.
Para a superintendente, a situação pode melhorar a partir do aumento nos repasses e investimentos. "Acredito no envio de mais verbas para o abastecimento de insumos e para a manutenção dos nossos aparelhos, já que temos um excelente parque tecnológico", afirma Diniz.
*Com informações da Agência Sergipe de Notícias.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
