HU/SE passa a oferecer exame que avalia nervos e músculos
Cotidiano 18/05/2016 17h36A eletroneuromiografia é um exame diagnóstico que serve para avaliar nervos, músculos ou qualquer patologia do sistema nervoso. Em Sergipe, esse procedimento só vinha sendo oferecido pela rede particular, mas a partir deste mês já está disponível no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), que atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a neurologista Giselle Melo, o exame realizado em dois membros do corpo custaria na rede privada um valor em torno de R$ 400,00. “O HU passou a oferecer essa alternativa a uma população que, muitas vezes, não chegava a fazer o exame por falta de condições financeiras, e acabava sem ter conhecimento do diagnóstico. Consequentemente, muitas patologias não estavam sendo descobertas pela falta do exame”, observa.
Giselle conta que algumas das contraindicações para a realização da eletroneuromiografia são o uso de marca-passo ou de anticoagulante pelo paciente. “O exame é feito em duas etapas. Primeiro medimos a condução dos nervos, através de pequenos choques elétricos, e depois analisamos a atividade muscular, introduzindo agulhas nos músculos do paciente examinado”, explica.
Diagnóstico
Através desses sinais elétricos é possível diagnosticar a origem do problema, se é nervoso ou muscular. A eletroneuromiografia pode ser um exame indicado para as situações em que se presumem alterações nos nervos ou músculos, causadas, por exemplo, por doenças ocupacionais (do trabalho), traumáticas (acidentes por motos, carros, armas de fogo ou brancas), metabólicas (diabetes, alcoolismo), infecciosas e degenerativas, além de acidentes neurológicos e hérnias.
Os pacientes acometidos por essas doenças normalmente reclamam por sentirem áreas do corpo anestesiadas, formigamento e distúrbios motores, como redução da força, perda de massa muscular, câimbras e tremores excessivos. No HU-UFS, o exame de eletroneuromiografia é realizado às terças-feiras, chegando a atender cinco pacientes por semana. “A carência desse exame na rede pública é tão grande que já estamos com exames agendados até dezembro”, ressalta a neurologista Giselle Melo.
Fonte: HU/UFS

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