Huse deve regularizar fluxo de cirurgias oncológicas
FHS pretende alcançar a marca de 600 cirurgias por ano
Cotidiano 19/03/2013 17h18

Por Míriam Donald

O Centro de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) passa por uma perspectiva de reestruturação, já que, segundo a Fundação Hospitalar de Saúde, houve uma modificação no processo de coordenação, hoje, gerenciado por uma comissão gestora temporária. Para tratar do realinhamento e parte do fluxo das cirurgias oncológicas, bem como na parte de medicamentos solicitado para 30 dias, além de acompanhar o que foi determinado pela justiça, a Promotoria de Justiça dos Direitos do Ministério Público Estadual (MPE) à Saúde realizou audiência nesta terça-feira (19) juntamente com os órgãos competentes.

Em audiência, o diretor clínico do Huse, Macos Kroegger, informou que até o momento não foi implantado protocolo específico para atendimento de pacientes oncológicos no serviço competente, mesmo com liminar concedida em 27 de março de 2012 e com prazo de 30 dias por determinação judicial. Ele afirmou que o material pertinente foi encaminhado pela direção clínica à Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) juntamente com outros protocolos tais quais cirurgia geral, enfermaria, urgência, protocolo de área vermelha aproximadamente no início do segundo semestre do ano passado. Quanto aos protocolos atuais, informou que atualmente estão sob análise da Comissão de Ética do Huse.

Segundo o diretor do Serviço de Oncologia do Huse, Carlos Anselmo, esse protocolo não existe no serviço de oncologia, mas o presidente da FHS, Marcelo Vieira Silveira, disse que afastou a antiga coordenadora do setor de oncologia que agora está com gestora temporária, sendo que todo desejo da FHS é regularizar todo o processo de assistência oncológica, estabelecendo fluxo para oncologia. Ele afirmou ainda estar trabalhando para a execução de todas as liminares.

Por Míriam Donald

Mesmo buscando regularizar o fluxo, o presidente da FHS afirmou que os problemas relacionados à Sala de Recuperação Pós Anestésica (SRPA) foram minimizados com redução significativa de pacientes e que para alcançar a meta do Ministério da Saúde que são de 600 cirurgias oncológicas por ano aumentou equipe de anestesiologista. Ainda segundo ele, a marca de 2012 foi de 450 cirurgias.

De acordo com médico Carlos Anselmo, não é apenas o corpo clínico que promoverá mudanças, mas deve estar alinhado à Superintendência do hospital e à FHS, inclusive porque algumas coisas dependem da parte fincanceira como alterações físicas. “De antemão, já há uma proposta que foi feita, acatada e será efetivada pela Fundação de que para melhorar o fluxo de cirurgias no Huse haverá uma sala exclusiva assim como anestesiologista exclusivo”, afirma.

A FHS se comprometeu que no prazo de até 30 dias irá empreender o realinhamento necessário no serviço de oncologia do Huse, informando ao MPE nova audiência na perspectiva de 600 cirurgias oncológicas para o ano de 2013. “Vamos acreditar que esse fato efetivamente ocorra”, disse a promotora de justiça Euza Missano.

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