HPV: Meninas devem procurar vacina nas Unidades Básicas de Saúde
Cotidiano 14/05/2015 08h09

A vacina contra o Papilomavírus humano (HPV) continua disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A vacina é voltada para meninas com idade entre 9 e 11 anos, faz parte da rotina de vacinação e teve início em março deste ano. O HPV é o principal causador do câncer de colo de útero e a vacina protege contra os principais tipos de vírus.

Em Sergipe, a cobertura vacinal está em 39,64% da população alvo, enquanto a meta mínima do Ministério da Saúde (MS) é que sejam imunizadas 80% das 59.881 meninas pertencentes a faixa etária alvo da campanha.

A cobertura vacinal está maior entre as meninas de nove anos de idade, com 48,24%, seguido daquelas com 10 anos que alcançou 44,99% e, por último, estão as de 11 que tem apenas 26,55%. Entre os 75 municípios sergipanos, apenas seis conseguiram alcançar ou ultrapassar a meta mínima do MS: Santa Rosa de Lima, Aquidabã, Arauá, Tomar do Geru, General Maynard e Nossa Senhora das Dores.

“Ao todo, 70% dos casos de câncer de colo de útero são consequentes da infecção da mulher pelo HPV, que é uma doença sexualmente transmissível.  A vacina é segura, eficaz e não possui contra indicações. Ela deve ser aplicada em três doses para surtir o efeito esperado. A segunda dose tem que ser aplicada seis meses após a primeira e a terceira cinco anos após a primeira”, disse Sândala Oliveira, coordenadora do programa de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Meninas de até 13 anos de idade que não tomaram a segunda dose da vacina devem procurar a segunda em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). “A vacinação contra o HPV teve inicio em março de 2014 para as meninas de 11 a 13 anos de idade e este ano houve ampliação da faixa etária. Tivemos êxito na aplicação da primeira dose, porém a segunda dose houve pouca procura. Mesmo com a ampliação, as meninas até 13 anos que não receberam a segunda devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para se vacinarem”, alertou Sândala Oliveira.

A vacina contra o HPV já é utilizada em mais de 100 países do mundo e nas mais 180 milhões de doses aplicadas, nunca houve comprovação cientifica de efeitos adversos. O que pode ocorrer em consequencia da aplicação são dores, inchaços e vermelhidão no local. Algumas reações como desmaio, mal estar e dores de cabeça não estão relacionados a vacina e sim associado ao medo da aplicação ou ansiedade das meninas”, explicou a técnica da SES.

A coordenadora lembra que as vacinas estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 75 municípios sergipanos e pode ser disponibilizada nas escolas. Em qualquer um dos locais, o cartão de vacinação não pode ser esquecido. “Os pais tem um papel fundamental nesse processo. Eles devem levar as filhas até um local de vacinação ou autorizar que a vacina seja aplicada na escola. Os municípios devem intensificar a campanha nos seus territórios e podem contar com os técnicos da Secretaria de Estado da Saúde para auxiliá-los nesse processo”, complementou a técnica da SES.

Mesmo imunizadas contra o HPV, o preservativo nas relações sexuais não devem ser esquecidos. “A vacina protege somente contra o HPV e quando as meninas não usam o preservativo ficam vulneráveis a outras doenças como a Sífilis e a AIDS. A conscientização das meninas deve começar cedo. É uma missão dos pais iniciarem o diálogo de forma clara, didática e sem preconceitos. As escolas também podem contribuir com esse trabalho”, disse Almir Santana, médico e gerente do programa Estadual DST/AIDS.

As mulheres entre 9 e 26 anos com HIV devem tomar a vacina, que está disponível no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), localizado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). “No estado, são 256 mulheres nessa faixa etária diagnosticadas com HIV. Para aquelas, de qualquer faixa etária, que forem diagnosticadas com câncer de colo de útero associado ao HPV devem fazer o exame para detectar o HIV, pois pode ser uma manifestação clínica da AIDS”, explicou Almir Santana.  

Fonte: Asscom/SES

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