Homem é preso acusado de agredir a esposa no conjunto Bugio em Aracaju
Cotidiano 13/08/2015 08h05

Da Redação

Um homem foi detido no conjunto Bugio, zona Norte de Aracaju, acusado de agredir fisicamente a sua esposa, na noite dessa quarta-feira (12). Na Delegacia Plantonista, ele foi autuado em flagrante por Lesão Corporal e Ameaça.

Na noite de terça-feira (11), o casal começou uma discussão que se estendeu até a madrugada da quarta. A mulher diz que durante a briga foi agredida, o que fez com ela saísse de casa para passar a noite na residência do seu pai.

Decidida a pedir o divórcio, na tarde de ontem (11), ela retornou à sua casa para pegar os seus pertences e para tentar fazer um acordo de divisão dos bens. Entretanto, o homem não aceitou a proposta e impediu que ela entrasse no imóvel até a noite. A Polícia teve que ser acionada para impedir que uma nova agressão.

Segundo relato da vítima, essa não foi a primeira vez que o seu companheiro lhe agrediu. Ela contou que convive com ele há quatro anos e há três vinha sendo vítima de agressões físicas e verbais. A mulher revelou que o seu marido costuma ingerir bebida alcoólica e quando retorna para casa fica agressivo e começa a destruir os móveis.

Dados

Os dados mais recentes da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, no ano passado, a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) atendeu a 677 chamadas de sergipanas vítimas de violência doméstica. O Estado ocupa o 8º Lugar no ranking nacional. A Central é gratuita e funciona 24 horas por dia, de segunda a domingo, para orientar a mulher vítima de agressão. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

Mais de três mil casos de violência doméstica tramitam na justiça sergipana e por mês, o Tribunal de Justiça de Sergipe distribui uma média de 500 novos processos relacionados à violência doméstica.

Em entrevista recente ao F5 News, a professora de Direito Penal e doutora em Direito pela Universidade de Mackenzie, Grasielle Vieira, defendeu que não há como evitar, prevenir ou até coibir a violência, sem olhar também para o autor.

“Não é possível proteger a vítima sem ter um olhar interdisciplinar em relação ao autor, a imposição de uma pena de prisão, por exemplo, não garante que ele não volte a cometer novos crimes após o cumprimento da pena, ou seja, o ciclo na violência não acabaria. Ele retornaria para o mesmo ambiente familiar ou vai formar outro núcleo familiar e continuar praticando a violência”, explicou.

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