Por Elisângela Valença*
Hoje, 17, é o dia Dia Internacional da Hemofilia, uma deficiência genética recessiva que dificulta o mecanismo de coagulação do sangue. Seu diagnóstico é feito por meio de exame de sangue realizado em laboratório de análises clínicas, que mede a quantidade de fatores de coagulação sanguínea.
Como o sangue não coagula normalmente, os hemofílicos podem sofrer com hemorragias, o que provoca hematomas, fraquezas e desgaste de ossos e cartilagens. O tratamento é realizado através da reposição de fatores coagulantes em deficiência.
O coordenador técnico do Hemose, o médico oncohematologista Richer Mota, destaca que os usuários portadores da enfermidade podem levar uma vida normal. “Para isto, é necessário que eles tenham um atendimento continuado feito por uma equipe multidisciplinar”, disse.
Foi isso que a dona de casa Letícia Carvalho aprendeu no tratamento do filho Izaque, de 2 anos. Nos primeiros meses de nascido, Izaque começou a apresentar manchas roxas pelo corpo e dores no braços. “Eu procurei um hematologista, que diagnosticou a doença e, aos oito meses de idade, iniciamos o tratamento”, contou.
Izaque é um garoto esperto e ativo, como qualquer criança da mesma idade. “Ele é um garoto normal, mas precisa ter algumas limitações. Ele brinca, corre, pula, mas sempre perto de mim, sob minhas vistas”, disse a mãe.
Esse cuidado é fundamental para Izaque. “Às vezes, uma queda simples pode ser muito grave pra ele. Quando ele se machuca, fica muito fraquinho, às vezes fica tonto, então não dá para vacilar”, comentou.
Letícia, que trabalhava como doméstica, vive dedicada ao filho agora. “Quando ele crescer mais um pouco e começar a entender os cuidados e as limitações necessárias, dá para ficar mais tranquila. Por enquanto, é vigilância total”, disse.
Junto com Izaque, mais 71 pessoas, entre crianças e adultos, fazem tratamento para hemofilia no Hemose, serviço referenciado pelo Ministério da Saúde (MS) para realização do tratamento através da reposição de fatores coagulantes deficientes.
Celebração
“A data serve de alerta para a classe médica e demais profissionais de saúde, para uma patologia que precisa ser investigada e tratada. No Hemose o serviço é realizado por uma equipe multidisciplinar, que vai desde médicos especialistas, psicólogos, odontológicos, fisioterapeutas a assistente social. Os usuários realizam exames clínicos que são feitos regularmente para indicar o quantitativo de fator medicado e, assim, controlar os sintomas da hemofilia”, informa o médico.
Este ano o Hemocentro de Sergipe antecipou a celebração que foi realizada nos últimos dias 8 e 9 de abril, com uma série de atividades, dentre elas, o treinamento sobre autoinfusão e profilaxias e protocolos com a participação de usuários, familiares e profissionais do serviço. A ação foi organizada pela gerência de Diagnósticos Terapêuticos da unidade em parceria com a Baxter, empresa que fornece os medicamentos para o Ministério da Saúde, destinado ao tratamento do portador de Hemofilia. As atividades tiveram como finalidade promover a socialização entre os usuários, além de aumentar a adesão ao tratamento.
*com informações da Assessoria de Comunicação/Hemose

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