Greve reduz 50% do atendimento no Hospital Universitário de Sergipe
Hospital remaneja funcionários para minimizar impactos da paralisação
Cotidiano 16/09/2015 15h00

Por Fernanda Araujo

A greve dos servidores da Universidade Federal de Sergipe, que ultrapassa os 100 dias, reduziu, em média, 50% no atendimento de pacientes no Hospital Universitário (HU-UFS). A informação foi confirmada pelo médico Raimundo Satunino (foto), que responde interinamente pelo hospital. Apesar disso, no ambulatório quase vazio, alguns pacientes relataram que, por enquanto, estão sendo atendidos normalmente.

“Qualquer movimento grevista traz alguns transtornos para qualquer instituição, no hospital não poderia ser diferente.Temos feito de tudo, felizmente não foram todos os funcionários que entraram em greve, mas algum comprometimento dos serviços sempre existe”, relata o médico. Atualmente, o HU possui 123 leitos, realiza mais de 10 mil consultas ambulatoriais e 200 cirurgias por mês em diversas especialidades.

Em torno de 450 servidores que trabalham no HU estão em greve, outros 450 funcionários lotados no hospital, alguns dos servidores do Regime Jurídico Único (RJU) que não aderiram à greve e os contratados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) continuam trabalhando normalmente.

“A gente tem remanejado os funcionários para setores mais estratégicos que têm maior demanda. Diante do concurso em andamento, temos promovido chamada de alguns funcionários para suprir a ausência desses que estão em greve e temos priorizado os casos de maior emergência e complexidade”, explica Satunino.

Segundo a direção, quase todos os serviços estão sendo realizados, só que em menor escala, a exemplo de exames, consultas, cirurgias e internações, a depender de quanto naquele setor houve comprometimento com funcionários em greve. Exames como tomografia e ultrassonografia sofreram redução, já que cerca de 70% dos profissionais responsáveis por esses procedimentos são servidores da UFS. O mesmo acontece com cirurgias - mais de 70% dos médicos anestesistas que obedecem ao RJU, servidores da União, participam da greve.

Quanto ao número de atendimentos que estão sendo feitos e os que deixaram de ser feitos, ainda não há perspectiva sobre o impacto, o que será contabilizado ao final da greve. O hospital ressalta que o HU-UFS não tem ingerência sobre os itens de reivindicação. A instituição reconhece o direito à greve e destaca que vai continuar atendendo à população, ainda que de forma reduzida.

A orientação aos pacientes que se sentem prejudicados é de que procurem o chefe do setor para tentar contornar ou agendar procedimentos ou exames para outra data. “Cada setor de hospital tem um chefe de unidade. Procure o chefe daquela unidade, quer seja no ambulatório ou na parte de exames de imagens no Centro Cirúrgico. Na última das hipóteses, que nos procure na direção para encaminharmos da melhor forma a demanda”, disse Raimundo Satunino.

Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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