Greve na Saúde já suspendeu mais de 20 mil atendimentos em Aracaju
Cotidiano 13/10/2016 12h08 - Atualizado em 13/10/2016 13h15Por Fernanda Araujo
Médicos e enfermeiros, servidores de Aracaju (SE), continuam em greve e a população segue prejudicada. Segundo a diretoria do Sindicato dos Médicos (Sindimed), desde a nova paralisação iniciada no último dia 3, por volta de 21 mil consultas deixaram de ser realizadas até esta quarta-feira (13), em torno de 4 mil consultas por dia.
As unidades de saúde da família e urgências estão com efetivo comprometido. O Sindimed aponta ainda que, dos 500 profissionais médicos do Município, em torno de 400 aderiram à paralisação. Na sexta-feira (14), os médicos se reúnem em assembleia para definir os próximos passos da mobilização.
Enquanto isso, o atendimento nas unidades está suspenso de forma parcial. Com os médicos apenas funcionam a urgência e a emergência nos postos do Nestor Piva, no bairro Siqueira Campos e o Fernando Franco, no conjunto Augusto Franco. Já quanto aos enfermeiros, 18 Unidades de Saúde da Família estão abertas para os pacientes que forem tomar vacina.
Há 13 dias sem receber salário do mês de setembro, os médicos ainda não tiveram nenhuma posição da prefeitura, nem mesmo prazo. “Até o mês passado pelo menos sinalizava. Neste mês o silêncio está pior até agora. Infelizmente o silêncio do MPE e do TCE também. Quando é por falta de pagamento a órgãos particulares esses órgãos atuam - Hospital Cirurgia, Cavo, Hospital São José, Clínica São Marcelo. E logo chegam a um acordo para pagar. Já para os servidores que, em tese, deveriam receber primeiro que os prestadores, eles silenciam”, protesta o presidente do Sindimed, João Augusto.
A greve envolve o atraso salarial e o pagamento do décimo terceiro que está atrasado desde maio. Sobre o décimo, a prefeitura já teria anunciado que não haverá condições de pagar o que, para o sindicato, por si só é justificativa para manter a greve. Porém, a categoria adianta que retorna ao trabalho assim que receber o salário. “O que não dá é trabalhar sem receber o salário e ainda sem qualquer satisfação sobre um calendário de pagamento”, afirma João.
Os enfermeiros, auxiliares e técnicos, também continuam mobilizados. O sindicato da categoria, Seese, afirma que mesmo estando em movimento grevista, mais de 30% dos profissionais estão trabalhando, realizando as consultas de enfermagem para a população. Segundo a assessoria, o próprio sistema é falho, tendo em vista o baixo efetivo de enfermeiros que existe na capital, que não consegue atender a demanda. A categoria denuncia que, desde agosto de 2015, estão tendo irregularidades no calendário de pagamento e, consequentemente, pagando juros das suas contas.
F5 News entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), que informou que deve enviar nota somente à tarde.
Abaixo as Unidades de Saúde da Família que possuem enfermeiros servidores de Aracaju trabalhando durante o movimento grevista no setor de vacinação:
*Colaborou Carolina Souza e Ingrid Lima
Foto: arquivo F5 News

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