Greve: médicos temporários começam a trabalhar em Aracaju
Cotidiano 13/03/2017 14h36 - Atualizado em 13/03/2017 19h25Por Fernanda Araujo
Seis médicos temporários contratados pela Prefeitura de Aracaju (SE), através da Secretaria Municipal de Saúde, para substituir os profissionais em greve já começaram as atividades nos postos de saúde. Os profissionais foram contratados temporariamente para repor os grevistas nas Unidades de Saúde da Família (USF) da capital.
A contratação sob regime de RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo) segue até três meses durante a vigência da greve com o objetivo de dar continuidade ao atendimento. “O regime de RPA durante três meses é legal, só não pode manter a pessoa como RPA. Estamos tentando isso para a gente não entrar no estado de calamidade e evitar o caos. Assim que a greve acabar, o contrato acaba”, disse o secretário da Saúde, André Sotero.
Até agora já são 14 contratados, seis estão trabalhando nas unidades e os demais devem começar nos próximos dias. Ainda segundo a secretaria, 40 profissionais demonstraram interesse e alguns já levaram documentação ao órgão. A secretaria ainda deve informar quais unidades estão com atendimento regular.
Apesar de vários médicos apresentarem interesse em serem contratados, segundo o secretário, os profissionais preferem aguardar os próximos capítulos já que estariam sofrendo represálias por parte do Sindicato dos Médicos (Sindimed).
“A grande dificuldade que a gente está tendo é que o sindicato está ameaçando todos os médicos que aceitarem trabalhar, estão ligando pessoalmente aos colegas, postando ameaças de denunciar ao Conselho Regional de Medicina. Alguns que estão trabalhando não querem que tire fotos deles, nem informe qual unidade está trabalhando por medo. Por um lado mantém a greve, por outro lado ameaça punição, o que a gente como gestor pode fazer? São 426 médicos na prefeitura, nas assembleias do sindicato vão 40 a 50 pessoas, e a maioria acaba decidindo pelos que não vão à reunião”, disse Sotero.
O Sindimed chegou a enviar ofício ao CRM/SE sobre a sanção aos médicos que assumirem postos de grevistas. O Sindimed cobra posicionamento quanto ao impedimento ético de médicos assumirem o local de trabalho dos colegas. F5 News procurou a assessoria do sindicato para saber se vai se pronunciar sobre as supostas ameaças, mas até a publicação da matéria não houve resposta.
A administração municipal estuda a possibilidade de pedir a ilegalidade da greve.

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