Greve impede mais de 15 mil atendimentos diariamente em Aracaju
Servidores da Saúde fazem ato unificado em frente à Semfaz Cotidiano 27/06/2016 11h15Por Fernanda Araujo
Desde as 7h desta segunda-feira (27) servidores da Saúde de 13 categorias da Rede Municipal estão mobilizados em um ato unificado no Centro de Aracaju (SE). Mesmo em meio à chuva, médicos, enfermeiros, agentes de endemias, farmacêuticos, entre outros, fecharam o trânsito em frente ao antigo Banco do Brasil.
Os médicos haviam se concentrado junto com as outras categorias na Praça General Valadão, em frente à Caixa Econômica Federal, e depois seguiram para a Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz). Na porta da secretaria, guardas municipais fizeram uma barreira para garantir a ordem e impedir a entrada dos manifestantes.
Os servidores estão em greve há mais de 15 dias; enquanto isso, cerca de 15 mil atendimentos deixam de ser feitos por dia, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sintasa). O atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) está suspenso e apenas 50% do efetivo trabalha nas Unidades de Pronto Atendimento Nestor Piva e Fernando Franco, nas zonas Norte e Sul, respectivamente. Ao todo, na capital são 43 postos de Saúde da Família.
As categorias cobram o reajuste salarial dado a outras da administração direta, mas que segundo eles não foi concedida apenas à Saúde. No entanto, o Município tem constantemente alegado ser inviável conceder o reajuste a todos os servidores públicos, devido ao momento de crise. F5 News procurou a assessoria de comunicação da Seplog. Em nota foi repetido que "Diante do quadro atual de crise no país e que tem afetado a arrecadação de alguns municípios, a Prefeitura de Aracaju tem encontrado dificuldades em conceder reajustes para todas as categorias. No entanto, com o esforço da gestão, os servidores da administração geral e a Guarda Municipal por exemplo, tiveram benefícios durante o ano de 2016".
O prefeito João Alves Filho (DEM) disse à Ilha FM, no último dia 18, que nunca prometeu nada aos médicos e nem falou em conceder reajuste. “Todo sergipano sabe que jamais, em hipótese alguma, falei em aumento. Por melhor que você faça, não atende a todos como gostaria que fosse, mas a maioria (dos servidores) está satisfeita. Estamos vivendo um tempo tranquilo na Prefeitura”, concluiu, em referência à greve dos demais profissionais da saúde.Ainda em protesto, os servidores também fecharam os cruzamentos das ruas Divina Pastora com a João Pessoa, impedindo a passagem de veículos. Agentes da SMTT estão no local desviando o trânsito já congestionado. As principais ruas afetadas foram as avenidas Otoniel Dória, Rio Branco e as ruas Itabaianinha e Capela. "Muitas linhas de ônibus foram prejudicadas, pois essas vias fazem parte do itinerário delas e são acessos aos Terminais do Centro do Mercado", diz a SMTT.
Atualizado às 11h46 para acréscimo de informações
Fotos: Ascom/Sindimed

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