Greve Geral leva movimentos e organizações populares às ruas de Aracaju
Sindicalistas não descartam novas paralisações
Cotidiano 11/07/2013 17h45

Por Sílvio Oliveira

Partidos políticos, movimentos sociais e organizações populares foram às ruas de Aracaju nesta quinta-feira (11), reivindicar dos governantes o fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho de 44h para 40h sem perdas, reforma agrária, e que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) seja direcionado para a educação e 10% do orçamento para a saúde. A democratização dos meios de comunicação e o direito de expressão também estiveram na pauta da mobilização.

Munidos de cartazes e faixas, os manifestantes, em sua maioria ligados a organizações sindicais, seguiram em blocos

da praça Fausto Cardoso para as ruas da capital, com previsão de parar em frente a Assembleia Legislativa.

“A reivindicação dos trabalhadores continua engavetada. O Governo Federal tem dado prioridade à pauta dos empresários. Entendo que essa é a primeira greve de várias outras que estão por vir”, afirmou Roberto Silva, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/ SE).

Lídia Anjos, do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, ressaltou que a luta é por dignidade trabalhista, por democratização das terras quilombolas, pela reforma política, por educação de qualidade, não privatização da saúde e pela regulamentação da comunicação.

Além do Conlutas, CUT, Força Sindical, estavam presentes diversos sindicatos, tais como os dos enfermeiros, dos funcionários do Tribunal de Justiça, dos funcionários da Saúde, do Município de Aracaju e dos Petroleiros. Também participaram partidos políticos, representantes das forças da juventude, coletivos e movimentos organizados a exemplo do Não Pago, Sem Terra, Intervozes, Juventude Comunista, entre outros.

Arma branca

Enquanto os manifestantes marchavam pelas ruas do centro de Aracaju, a Guarda Municipal precisou agir retirando das mãos de um infrator que estava no meio do movimento uma arma branca, tipo faca peixeira.

Mesmo assim, o diretor-adjunto da Guarda Municipal de Aracaju, tenente Jonatas Souza, informou que o ato público, até por volta das 16h, transcorrera de forma pacífica. “Houve pela manhã alguns incidentes na prefeitura, mas tudo foi contornado”, afirmou.

Quanto à arma branca retirada de um rapaz, Jonatas Souza disse que chegou até o portador da arma através de uma denúncia, mas que, por força das características da mobilização, tinha tudo para acabar pacificamente.

Centro Comercial

Com medo de que houvesse algum tipo de vandalismo e saques, as lojas do Centro Comercial de Aracaju e adjacências não funcionaram no turno da tarde. Pouco movimento também foi registrado no Terminal de Integração do Centro.

Fotos: Sílvio Oliveira

 

 

 

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