Greve dos bancários afeta atendimento em 150 agências sergipanas
Clientes compreendem movimento, mas não querem ficar no prejuízo
Cotidiano 08/10/2015 14h37

Por Ana Rolemberg e Will Rodrigues

A greve dos bancários completa três dias nesta quinta-feira (8) e atinge cerca de 150 agências bancárias sergipanas, exceto as do Banco do Estado de Sergipe (Banese), que não aderiu ao movimento, conforme levantamento do sindicato local da categoria. Além das mobilizações nas portas das agências, os grevistas realizaram uma passeata no centro de Aracaju, durante a tarde dessa quarta-feira (7), para pedir compreensão à população.

A dona de casa Fernanda Neves conta que os efeitos da paralisação só não têm sido maiores porque os caixas eletrônicos de autoatendimento são uma alternativa. “A greve é de direito de cada um, eles devem reivindicar por novas ações para melhorias no seu cotidiano; não alterando o funcionamento de caixas eletrônicos, tudo ocorrerá bem”, acredita.

Como já era esperado, quem busca atendimento nos cashs tem encontrado filas enormes e, nas unidades das Casas Lotéricas, a situação não é diferente. Entre os clientes, a maior preocupação é com o pagamento de faturas, boletos bancários e outros tipos de cobrança. “Desde que soube da greve me planejei para resolver as pendências, mas ainda não consegui. Espero que não precise pagar juros”, diz o servidor público Anderson Lima.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) lembra que a população tem à disposição caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos do banco no celular, operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes (agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais) como alternativas para realizar transações financeiras.

Reivindicações

A presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/SE), Ivânia Pereira (foto), ressalta que o movimento grevista está lutando por melhorias nas áreas da  saúde e segurança, dentre outras. "A Fenaban não tem razão para negar o reajuste e o atendimento da pauta dos bancários, porque propõe também melhorias para segurança e saúde bancária. Em Sergipe, 30% dos funcionários estão adoecendo, devido à  pressão pelo cumprimento de metas“, afirma.

A Fenaban ofereceu 5,5% de reajuste nos salários e nos vales, além de abono de R$ 2,5 mil, não incorporado aos salários. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) informou que, entre 2004 e 2014, os bancários conquistaram 20,7% de ganho real nos salários e 42,1% no piso.

Sergipe tem cerca de 230 unidades bancárias (entre agências e pontos) e aproximadamente 3.000 funcionários de instituições financeiras dos bancos públicos e privados.

*Com informações da Agência Brasil

Fotos: Ana Rollemberg e Will Rodrigues /F5 News

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