Greve deve atrasar calendário da rede municipal de educação de Aracaju
​Secretaria de Educação esclarece reivindicações dos professores
Cotidiano 08/09/2016 12h05 - Atualizado em 08/09/2016 14h19

Por Fernanda Araujo

Depois de decretada greve dos professores da rede municipal de Aracaju, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) lamenta a situação e prevê que o calendário de aulas deve ser atrasado, novamente, prejudicando cerca de 30 mil alunos. Algumas escolas, de acordo com a secretaria, que deveriam começar as aulas em fevereiro, março ou abril, iniciaram somente em julho devido à outras paralisações.

Várias escolas municipais, inclusive as creches, estão sem aula desde a paralisação dos professores na última terça-feira (6). Os professores cobram melhor infraestrutura nas escolas, os pagamentos do salário do mês de agosto, e também denunciam a falta de merenda escolar, entre outros problemas.

Segundo o assessor de comunicação da Semed, Pedro Rocha, as dificuldades financeiras do município impedem a realização de reformas nas escolas. O assessor explica que já foram feitas diversas intervenções na infraestrutura, o que possibilitou melhoria.

Sobre o salário de agosto, a Semed aguarda ainda o repasse do recurso destinado à folha pela Secretaria de Finanças. Ainda não há previsão de pagamento, porém, o assessor acredita que pode ser efetuado até o dia 11, como feito no mês passado. “A prefeitura tem um calendário, a prioridade é a folha de pagamento e isso nós estamos honrando, mas claro com dificuldade”, diz Rocha. A secretaria espera a verba para também regularizar a situação da limpeza das unidades, outro problema denunciado pelo sindicato.

Já a falta da merenda escolar, em algumas escolas, é reconhecida pela Semed, devido a problemas de reposição e de profissionais para executar o serviço. Porém, a compra dos produtos já está sendo organizada. “Temos a alimentação da agricultura familiar e os poucos que a gente está conseguindo pegar para entregar nas escolas. A merenda é do caixa do tesouro do município, não é do governo federal como tentam passar para a sociedade”, diz.

Para o assessor da Semed, a paralisação é motivada pelo momento político. “É uma greve política, estamos em ano eleitoral. Infelizmente nós nos deparamos com essas situações de desconforto que não temos solução imediata. Ninguém paga sem dinheiro”, observa Pedro Rocha.

Os professores se reúnem na tarde desta quinta, no Sindipema, para definir se continuam ou não em greve.

Foto: arquivo F5 News/ da Assessoria de comunicação do vereador Iran Barbosa (Emef Carvalho Neto)

 

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