Greve: cerca de cinco mil consultas suspensas por dia em Aracaju
Categoria decide manter paralisação por tempo indeterminado Cotidiano 24/05/2016 15h50Por Fernanda Araujo
Os médicos de Aracaju (SE) permanecem em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (24), em assembleia da categoria, no Sindicato dos Médicos. Enquanto isso, segundo o Sindimed, cinco mil consultas deixaram de ser realizadas por dia nos postos de saúde da capital.
O sindicato aponta que o atendimento está suspenso nos postos de saúde; já nas unidades de urgência e emergência (Nestor Piva e Fernando Franco), o funcionamento é mantido em 50%.
Paralisados desde o início do mês, os médicos da rede municipal da capital preparam um ato amanhã, às 07h30, na UPA Zona Sul Fernando Franco. Na próxima segunda-feira (30) outra manifestação será realizada no Calçadão da Rua João Pessoa, em frente à Caixa Econômica Federal, às 8h.
Os profissionais reivindicam a implantação da tabela única da categoria e o pagamento do piso da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que atualmente é de R$ 12.993 por 20 horas, enquanto o piso em vigor na rede municipal é de cerca de R$ 7 mil e cobram melhores condições de trabalho. “Além disso, a data base que antes era em janeiro passou para maio e até agora o governo municipal não se pronunciou”, afirma a assessora de comunicação do Sindimed, Mércia Oliva.
Na terça uma nova assembleia será realizada com a categoria, às 19h.
A Prefeitura tem informado que, em breve, deve anunciar uma contraproposta às reivindicações da categoria, mas não se manifestou até a publicação da matéria.
Foto: arquivo F5 News/Aline Aragão
Matéria relacionada
Greve em Aracaju: médicos realizam ato público no posto Sinhazinha

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
