Greve: atendimento continua comprometido nos postos de Saúde de Aracaju
Cotidiano 06/02/2017 06h42 - Atualizado em 06/02/2017 09h59Por F5 News
O aracajuano está entrando na terceira semana com o atendimento prejudicado na rede municipal de Saúde por causa da greve dos trabalhadores da área.
Pelo menos nove categorias já aderiram ao movimento encabeçado pelos médicos em repúdio à proposta da Prefeitura para pagar o salário do mês de dezembro deixado em atraso pela gestão anterior.
Com a paralisação dos servidores, os serviços de baixa complexidade e as consultas estão suspensos nas 44 Unidades Básicas e nos dois Hospitais Municipais, onde 50% do efetivo médico continua trabalhando. Já as demais categorias mantêm 30% do efetivo atuando em todas as unidades, porém, alguns serviços como o de vacinação acontecem de forma alternada entre os postos.
Os trabalhadores não querem recebem o salário de dezembro parcelado em 12 meses ou através de um empréstimo pessoal que cada servidor terá que contrair junto à Caixa Econômica Federal, medida que ainda precisa do aval da Câmara dos Vereadores, onde os trabalhos só devem ser retomados na próxima semana, uma vez que, pela proposta, a Prefeitura arcaria com os juros da operação financeira.
O Sindicato dos Médicos já apresentou uma contraproposta, segundo a qual o pagamento de dezembro seria feito em duas parcelas nos meses de março e abril. Porém, a categoria alega que a Prefeitura não estaria aberta ao diálogo. “O prefeito (Edvaldo Nogueira) apenas diz na mídia que a posição dele é única, houve, infelizmente, uma imposição”, criticou o presidente do Sindimed, João Augusto Oliveira, em entrevista recente à imprensa.
Na última sexta-feira (3), os sindicatos dos servidores da área de saúde voltaram a procurar o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para pressionar um novo bloqueio das contas do Município a fim de garantir o salário atrasado. No entanto, o conselheiro Clóvis Barbosa, presidente da Corte de Contas, optou por deixar a decisão para esta semana, após uma reunião com a Administração Municipal, prevista para a quarta-feira (8).
O prefeito Edvaldo Nogueira mantém a posição irredutível de que não pretende apresentar outra proposta para quitar o débito com os trabalhadores porque, segundo ele, a medida adotada foi a “única saída encontrada” em função da situação financeira do município.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
