Governo de Sergipe suspende fornecimento de água para irrigação em Malhador
Cotidiano 18/01/2017 16h41 - Atualizado em 18/01/2017 18h53Por F5 News
O fornecimento de água para irrigação no município de Malhador será suspenso por tempo indeterminado. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (18), durante reunião da força-tarefa de enfrentamento ao desperdício de água, como uma das medidas para garantir o abastecimento para consumo humano e animal em meio à crise hídrica que castiga a cidade do agreste sergipano.
Durante a reunião, coordenada pelo secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, e pelo diretor da Superintendência de Recursos Hídricos, Pedro Lessa, ficou também decidido que apenas os produtores de batata poderão molhar suas plantações, exclusivamente na véspera da colheita.
As medidas, embora enérgicas, foram encaminhadas em virtude do agravamento da situação de escassez hídrica pela qual o Nordeste brasileiro vem passando.
O meteorologista da Semarh, Overland Amaral, participou da reunião e reafirmou que o cenário para os próximos meses não é bom e que as chuvas, previstas para 19 a 21 de janeiro, que teriam média de 40 milímetros, perderam força e não servirão para atenuar o problema.
Segundo a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), hoje a vazão da barragem que abastece a cidade, proveniente dos rios Mata Verde e Cajueiro dos Veados, permanece com 61 metros cúbicos, sendo que o básico seria 82m3. Se a vazão continuar a cair, o rodízio, que hoje é realizado na cidade dia sim, dia não, vai subir para dois ou até três dias.
“O quadro não mudou. Mesmo com as medidas anteriormente tomadas, não conseguimos ter 24 horas seguidas de abastecimento. Não há volume suficiente nas barragens”, diz Luiz Carlos, coordenador de preservação e revitalização dos mananciais da Deso.
Para Olivier Chagas, a suspensão do abastecimento para irrigação é necessário para garantir o mínimo de água para a população. “É fato concreto que a água deve ter prioridade para consumo humano. É uma medida amarga, mas necessária”, destacou.
Conforme Pedro Lessa, foi solicitado à Deso a possibilidade de se discutir meios de coibir a utilização irregular da água por parte da população, como lavar carro, calçada, etc.
“A crise é grande e o cenário não é bom. Temos um alento nos próximos meses, a partir de março, de entrarmos no período úmido, mas é só isso”, concluiu.
*Com Semarh

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
