Governo de Sergipe não tem dinheiro para construir Hospital do Câncer
Cotidiano 17/11/2016 08h01 - Atualizado em 17/11/2016 08h45

Por Will Rodriguez e Fernanda Araujo

A terraplanagem do terreno já foi feita, a licitação da obra concluída, mas o governo de Sergipe ainda não tem dinheiro suficiente em caixa para assinar a ordem de serviço do Hospital do Câncer. O impasse está na falta do montante exigido pela Caixa Econômica Federal como contrapartida da obra, que deveria ter sido iniciada em 2013.

O primeiro orçamento do HC estimou a obra em R$ 86 milhões, mas segundo os cálculos mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o valor global da edificação já aumentou em cerca de R$ 10 milhões.

A execução ficará a cargo de duas empreiteiras que venceram a licitação e formaram um consórcio para construção do prédio onde o Hospital vai funcionar, na zona Oeste de Aracaju. Porém, a assinatura do contrato da ordem de R$ 60 milhões só ocorrerá quando o Estado tiver 60% do valor para apresentar como contrapartida. “São 36 milhões porque o Estado precisa ter (como contrapartida) um volume (de dinheiro) maior do que o que a União vai colocar na obra” explica a diretora interina de planejamento da SES, Jaqueline Dourado.

Segundo ela, o governo possui R$ 32 milhões em caixa que foram repassados pela União através de emendas parlamentares, mas apenas 40% desse valor podem ser apresentados como contrapartida.

Para reverter a proporção necessária da contrapartida, diminuíndo o valor a ser aportado como garantia, o governo precisaria tirar do próprio bolso ou receber mais uma emenda parlamentar, conforme informou Dourado. “Temos todo o valor da emenda depositado pela União na Caixa Econômica e precisamos colocar os recursos de contrapartida para que a obra receba a ordem de serviço”, destacou.

O líder da bancada sergipana no Congresso Nacional, senador Antônio Carlos Valadares (PSB), informou nesta quarta-feira (16) que remanejando R$ 30 milhões da emenda impositiva destinada em 2015 à Infraero  para garantir o início da obra do Hospital do Câncer.

“Liguei para os secretários Valmor Barbosa (Infraestrutura) e Conceição Mendonça (Saúde), busquei o apoio dos parlamentares - senadores e deputados - conversei com o superintendente da Caixa Econômica, Antônio Queiroz, antes de ingressar na Comissão Mista do Orçamento - CMO - e junto ao governo federal com o pedido de remanejamento da dotação orçamentária impositiva aprovada pela Bancada Federal, para vigorar a partir do atual exercício de 2016”, detalhou o senador.

O Hospital é a esperança para otimizar o tratamento dos pacientes oncológicos no Estado, que sofrem constantemente com a falta de medicamentos ou quebra dos aparelhos de radioterapia nos hospitais que prestam assistência pelo SUS atualmente. O prédio terá 21 mil m² e sua edificação deve durar 36 meses. 

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