Governo anuncia projeto de reforma para quatro museus em Sergipe
Cotidiano 28/11/2016 08h08Quatro museus de Sergipe devem ser reformados pelo governo do Estado, um investimento de quase R$ 4 milhões, recurso proveniente do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). Serão reformados ou revitalizados os museus Afro-Brasileiro, da Arte Sacra e a Casa de Cultura João Ribeiro, que ficam localizados em Laranjeiras, e o Museu Histórico de Sergipe, sediado em São Cristóvão.
De acordo com Francisco Antônio, analista de Infraestrutura da Setesp, a elaboração e execução dos projetos de reestruturação devem durar até oito meses, e a projeção para o término das obras é de um ano após essa primeira fase. “Nesse momento, o plano está no processo de termo de referência para ser contratado, posteriormente, através de uma licitação, que deve ocorrer até o final do ano”, explica.
O início do processo se dará através de estudos arqueológicos e museológicos. O primeiro visa descobrir se sob o solo de cada museu envolvido, há a possibilidade de descobertas arqueológicas e, se as pesquisas apontarem sinais positivos, escavações serão feitas para coletar esses materiais.
O segundo estudo tem como objetivo identificar e relatar as necessidades que cada um possui, em termos de reforma e revitalização, além de possíveis readequações dos espaços internos e externos. “É no estudo museológico que identificaremos qual o tema de abordagem de cada museu e como ele está organizado fisicamente. A partir daí, consideraremos o reposicionamento das áreas deles, e provavelmente, existirá uma reorganização das obras, seguindo a lógica da cronologia em que as peças estão inseridas”, explica o analista.
Segundo Francisco, esse melhor aproveitamento busca aprimorar a experiência dos visitantes, deixando-os mais familiarizados com a ordem dos fatos ligados às peças em exibição, o que deve ajudar na absorção dos conhecimentos provindos das exposições.
“Inclusive será levada em conta a possibilidade de criação de novos setores nas áreas de acervo, de administração e de serviços, como lanchonetes e banheiros, sem esquecer, claro, das questões ligadas à acessibilidade, principalmente nos prédios onde há mais de um andar. Para aperfeiçoar esses acessos, devem ser implantados, por exemplo, elevadores, plataformas e rampas, o que tornarão os museus mais adequados à população como um todo”, acrescenta Francisco.
Consulta popular
Na fase de estudos, a população será ouvida sobre o que deve ou não ser implementado durante as execuções das obras. A análise técnica será a matriz que determinará os pontos mais relevantes, mas a Setesp garante que as opiniões do povo serão levadas em consideração durante as decisões tomadas.
O estudante de História Carlos Victor, 24, é categórico sobre as reformas. “Desde que elas não afetem o valor histórico e cultural das obras expostas, serão muito bem-vindas, pois qualquer revitalização é importante, não só para o museu em si, mas para todo setor do turismo também”, relativiza.
O analista de infraestrutura da Setesp garante que esses valores não serão afetados. “Além disso, os benefícios serão amplos, uma vez que envolverão também mais conforto para os visitantes e, ao mesmo tempo, enquadrarão os museus nas normas de acessibilidade e segurança (definidas pelo corpo de bombeiros e outros órgãos reguladores)”.
Parceria
Após a finalização dos estudos, as obras devem ser iniciadas simultaneamente e, embora elas sejam realizações possibilitadas através da Setesp, todo o processo que as envolve será desenvolvido em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
“Apesar do contratante ser a Secretaria de Estado do Turismo e do Esporte, esse projeto será desenvolvido em parceria com o Iphan e a Secult, todos exercendo papéis específicos e integrados, e todos com poder de decisão em ralação a cada item, tanto do projeto, quanto das execuções das obras”, reforça o analista de infraestrutura.
*Com Agência Sergipe

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