Garis continuam de braços cruzados em Aracaju
Cavo e Emsurb repudiam postura do sindicato
Cotidiano 26/09/2016 10h43 - Atualizado em 26/09/2016 11h13

Por Fernanda Araujo

Desde iniciada a greve dos garis e margaridas, neste sábado (24), o lixo se acumula nas ruas da capital sergipana. Enquanto isso continua a quebra de braço entre o sindicato da categoria (Sindilimp), a Emsurb e a Cavo, empresa ganhadora da licitação emergencial. Segundo o sindicato estão mantidos os 40% do efetivo trabalhando, conforme determinado pela desembargadora Maria das Graças, através de uma liminar.

Desde o início da manhã desta segunda-feira (26), os trabalhadores realizam um ato em frente à garagem da Cavo cobrando o atendimento às reivindicações, a exemplo do benefício plano de saúde, e em protesto contra as declarações da empresa.

A categoria critica que a Cavo tem “tentado de todas as formas tumultuar e banalizar a mobilização de direito dos garis e margaridas”, ao anunciar que na noite do sábado não houve coleta no horário noturno porque a garagem da empresa estava bloqueada pelos garis. O sindicato diz que a informação é caluniosa e inverídica, e que já encaminhou ofício à desembargadora Maria das Graças sobre tais atitudes da empresa.

“Registramos em fotos e vídeos que em momento nenhum a garagem foi obstruída no período noturno, como afirmado pela empresa. Caso os caminhões não saiam da garagem, será por uma decisão única e exclusivamente da empresa”, diz o sindicato, ressaltando ainda que a empresa não está cumprindo as reivindicações da categoria desde quando iniciou as atividades em Aracaju, há seis meses.

Em nota, a Cavo relata que o sindicato deflagrou greve motivada por interesses alheios aos dos trabalhadores e da população, na qual espalha inverdades sobre a empresa. A Cavo reitera que segue estritamente o determinado pelo acordo coletivo de trabalho da categoria, assinado pelo Sindilimp, e afirma que tem honrado rigorosamente todas as horas extras trabalhadas. Em abril foram pagos, segundo a empresa, R$ 156.615, em maio R$ 284.341, junho R$ 246.323, julho R$ 180.482 e agosto R$ 169.748. As horas-extras dos colaboradores da área administrativa são pagas em regime de compensação de folga em até 90 dias.

Segundo a empresa, os percentuais de adicional de insalubridade devidos aos trabalhadores são de 20% aos varredores e motoristas, e de 40% aos coletores, serventes de aterro/transbordo e os agentes de limpeza membros da equipe de varrição, mas que limpam canal.

Sobre assistência médica, a Cavo diz que os funcionários têm direito a assistência médica, por livre adesão. Neste mês de setembro, a empresa tem 1.150 vidas cadastradas, sendo 871 colaboradores e 279 dependentes, quase 80% dos colaboradores aderiram ao plano de saúde. A Cavo disponibilizou, a partir de hoje, um plantão de dúvidas na área de recursos humanos para que o funcionário possa tirar dúvidas.

Também em nota, a Emsurb repudia a greve dos trabalhadores e não entende o posicionamento dos representantes do Sindilimp, já que foi acordado em reunião na última quinta-feira (22) que a Cavo atenderá as 14 solicitações conforme manda a Lei. Para a Emsurb, a atitude do sindicato é impensada, pois não cumpre o acordo e não se preocupa com os mais de 600 mil aracajuanos. “Vale frisar que o Sindilimp vem agindo de maneira desordenada e sem cumprir sequer a decisões da Justiça”, diz.

Reivindicações

A categoria cobra também os bônus salariais respectivos ao período junino, que ainda estão em débito. Segue abaixo uma lista das principais reivindicações:

1. Pagamento de Salários até o 5º dia útil; 

2. Pagamento  de Salário família corretamente; 

3. Pagamento correto das horas extras laboradas; 

4. Implantação correta do Plano de saúde, ou seja, não está cumprindo o quanto determinado em CCT; 

5. Pagamento em dobro conforme previsão legislativa e CCT nos laborados domingos; 

6. Compra de novos filtros de água; 

7. Livre acesso às dependências da Empresa dos dirigentes sindicais; 

8. Retirada das faltas inexistentes nos contracheques;

9. Fornecimento de contracheque no dia do pagamento; 

10. Troca dos uniformes rasgados ou velhos; 

11. Pagamento da equipe que trabalhou no período junino; 

11. Fornecimento completo de EPI´S; 

12. Transferência do colaborador de prenome Issac para outro setor dentro da empresa;  

13. Melhoria das condições dos estribos; que é proibido e a empresa não estuda nenhuma metodologia para resolver;

14. Parar de reduzir o quadro de funcionários

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