Fundação Mamíferos Aquáticos completa 25 anos no Brasil
Em SE, instituição realiza ações de conscientização e monitoramento
Cotidiano 23/12/2014 12h45

Por Fernanda Araujo

A Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) comemora 25 anos de existência no Brasil. Ela foi criada por quatro jovens em 1989, que já realizavam ações voltadas a esses animais ameaçados de extinção com o Projeto Peixe-Boi, criado em 1980, na Barra de Mamanguape (PB). A instituição chegou a Sergipe em meados de 1998, a partir do monitoramento de uma espécie de Peixe-Boi marinho, um animal introduzido em Alagoas e que se deslocou para o estado. Inicialmente, foi direcionado para este indivíduo e, ao longo do tempo, ampliado para escopo maior de espécies e número maior de projetos e programas.

Para conscientização ambiental da população, até o dia 30 de novembro de 2015 ações serão realizadas em escolas, universidades e associações de Aracaju (SE), Recife (PE) e Rio Tinto (PB) – principais regiões de atuação da FMA. Já no próximo dia 25, será lançada a Série Verde Mar na página da fundação no Facebook, com dicas de sustentabilidade e ações em prol do meio ambiente.

Segundo

o diretor presidente, João Carlos Gomes Borges (ao lado), em Sergipe, a Fundação tem atuado com o desenvolvimento de projetos de monitoramento, voltados para compreender as atividades humanas nos ambientes costeiros, a partir dos resgates de diversas espécies de mamíferos aquáticos. “Atuamos também a partir de programas e pontos de observação para saber qual a diversidade de mamíferos aquáticos no litoral. Palestras, eventos socioambientais em escolas e etc. Temos a contribuição de pesquisas acadêmicas, transformando tudo em acervo bastante amplo em conhecimento”, relata.

Com as comunidades de pescadores que utilizam desses animais como sobrevivência ou ribeirinhos que acabam jogando lixo e outros resíduos nos rios, a fundação procura despertar o impacto que isto causa nos animais – muitos quase extintos – e no meio ambiente. “O pescador ou a própria sociedade em geral não sabe quais os impactos que ela pode estar ocasionando. Compartilhar essas informações de maneira acessível e não achando culpado, mas termos como aliados, esse é o papel que temos desenvolvido ao longo de anos não só em Sergipe, mas em outros estados que temos atuado”, acredita.

Entre as dificuldades e os desafios, o presidente reflete que é preciso transformar a realidade social pautada somente no desenvolvimento, e que às vezes não mantém uma base de sustentabilidade. Para João Borges, o desafio é assegurar o desenvolvimento de forma a resguardar a sustentabilidade das espécies e dos ambientes, tendo a sociedade como ator principal.

O Corpo de Bombeiros de Sergipe, sem convênio, também é parceiro na questão de salvamentos dos mamíferos aquáticos, através do Grupamento Marítimo (Gmar). Ao se deparar com esses animais em perigo, os bombeiro

s acionam a Fundação que os auxilia com a orientação de biólogos no possível tratamento e no seu resgate. “Infelizmente, algumas dessas situações nos deparamos para fazer o reboque e transporte já do animal sem vida. A gente espera que isso não venha se repetir e que a gente possa trabalhar no resgate e readaptá-los em seu ambiente natural”, afirma Reginaldo Dória, comandante geral.

Dados do Gmar apontam que, este ano, houve 36 casos envolvendo animais marinhos, destes 23 foram resgatados com vida, outros transportados já mortos. “São tartarugas, aves, às vezes filhotes de baleia. São várias situações, muitos encalham na areia, outros se prendem no mangue em busca de alimento e a maré sobe ou desce, mas usando o nosso pessoal em conjunto com a fundação temos feito resgates satisfatórios, embora trabalhoso, é prazeroso”, conclui o comandante.

Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

 

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