Funcionários dos Correios em Sergipe entram em greve
Serviços não estão suspensos, afirma estatal
Cotidiano 15/09/2016 10h32 - Atualizado em 15/09/2016 11h14

Por Fernanda Araujo

Funcionários dos Correios em Sergipe deflagraram greve por tempo indeterminado, às 22h nesta quarta-feira (14). Apesar de todas as agências estarem funcionando, o sindicato da categoria afirma que está mantido o percentual mínimo de 30% do efetivo em atividade, como determina a lei, em cada setor, tanto na área de atendimento, de distribuição e separação, e triagem de correspondência.

Segundo o sindicato, os serviços estão parcialmente suspensos. “Aproximadamente 300 funcionários tem que estar executando todos os serviços que não podem ser paralisados, que são essenciais para a população”, explica Sérgio Lima, da diretoria.

A paralisação, convocada nacionalmente, é uma resposta à proposta apresentada ontem pela empresa sobre as reivindicações da categoria. Entre os itens, a empresa propôs um reajuste de 6% para agosto deste ano e 3% para o próximo ano, percentual abaixo da inflação que é de 8.64%. “Significa que a gente vai ter, em tese, menos de 7,5% ao final do acordo do próximo ano. A proposta realmente para o trabalhador é muito ruim”, critica Lima.

Entre as pautas dos trabalhadores está a contratação de funcionários, manutenção do plano de saúde sem pagamento de mensalidade e a garantia de que a empresa não vai ser privatizada. A diretoria do sindicato afirma que a empresa abriu um Plano de Desligamento Voluntário e começou a retirar os trabalhadores, porém não chamou os que passaram no concurso de 2011.

“Por isso está havendo o atraso na entrega das correspondências. Se não for autorizada a contratação de funcionários, a empresa vai continuar assistindo mal a população. Rejeitamos a proposta (da empresa) porque a tendência é que vai acabar com o plano de saúde e, consequentemente, abrir a privatização dos Correios até o final do ano”, resume o diretor.

As reivindicações dos trabalhadores estão sendo discutidas em Brasília com a administração central dos Correios. A assessoria de comunicação da empresa em Sergipe deve ainda contabilizar o percentual de adesão no estado, mas antecipa que pode ser muito baixo.

“As federações dos sindicatos que representam os funcionários dos Correios, inclusive, orientaram a categoria a não deflagrar greve porque entenderam que a proposta da empresa, para fechamento do acordo coletivo de trabalho, era satisfatória, considerando o momento atual de crise. A maioria dos sindicatos de outros estados seguiu a orientação, exceto o de Sergipe”, afirma a assessoria.

Foto: arquivo F5 News/Fernanda Araujo

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