Funcionários do Hospital Cirurgia cobram décimo terceiro e mantém greve
Cotidiano 20/01/2017 11h50 - Atualizado em 20/01/2017 20h57

Por Fernanda Araujo

Funcionários do Hospital Cirurgia, em Aracaju (SE), vão permanecer em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia nesta sexta-feira (20) no pátio da unidade, com a presença do diretor da casa, Gilberto Santos.

Ao voltar de uma reunião com a promotora Caroline Leão, da Promotoria de Saúde, no Ministério Público Estadual, na manhã de hoje, o diretor do Cirurgia esclareceu aos funcionários sobre as divergências da Prefeitura quanto à dívida com o hospital e entregou a eles as notas fiscais que, segundo Gilberto Santos, comprovam o débito de R$ 5,5 milhões.

“O hospital juntou as notas fiscais que estão em aberto, os protocolos de recebimento por parte da Secretaria do Município, as solicitações em que a secretaria nos pediu as notas fiscais e entregamos cópias ao sindicato para que os trabalhadores possam ter ciência de que realmente os valores estão em aberto. O pagamento (dos funcionários) fica por parte de quem tem que nos pagar”, afirma o diretor.

Novamente os trabalhadores médicos, da limpeza, administrativos, entre outros, permanecem sem previsão para o pagamento do 13º, já que, segundo o hospital, faltam os repasses da administração municipal. “Para nós, funcionários, quem nos deve é o Hospital Cirurgia. Vamos continuar cobrando e só vamos parar a greve quando efetuar o pagamento do décimo”, afirma Cícero de Souza, representante dos funcionários.

Ele adianta que as portas do hospital estarão fechadas para novos pacientes no final de semana, com assistência apenas aos pacientes internados.

Há uma semana, os serviços de transferência e internamento estão suspensos; hoje o ambulatorial também foi fechado, atendendo apenas os pacientes internados. A quimioterapia e as cirurgias estão sendo realizadas de forma parcial, de acordo com a reserva de medicamentos, segundo informou ontem (19) ao F5 News a coordenadora da Oncocirurgia, Rossana Sales, pois os pagamentos pelos serviços ainda não foram depositados pelo hospital.

Segundo os funcionários, estão suspensos ainda os serviços de higiene e limpeza, portaria, nutrição e serviço social. Os enfermeiros também pretendem parar as atividades no hospital.  

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