Funcionários do Cirurgia continuam sem a segunda parcela do décimo
Cotidiano 06/03/2017 12h35 - Atualizado em 06/03/2017 19h24Por Fernanda Araujo
A segunda parcela do décimo terceiro salário, que deveria ser paga em fevereiro, ainda não foi efetuada para os funcionários do Hospital de Cirurgia, em Aracaju (SE). Segundo funcionários, o salário de janeiro foi depositado, mas o pagamento da segunda parte (50%) do décimo, mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho, até agora nada.
Sem os salários, os anestesiologistas do hospital pararam os serviços e as cirurgias eletivas (as agendadas) foram suspensas há mais de 15 dias.
“Todos estado revoltados, os pacientes no leito estão passando mal, o hospital continua cheio porque não está operando. O doutor Gilberto (diretor do Cirurgia) disse que não recebeu o dinheiro da Prefeitura, que entrou uma parte do dinheiro, pagou a alguns médicos, mas outros 1.200 funcionários incluindo médicos e coordenadores estão sem receber o décimo”, relata o representante dos funcionários, Cícero de Souza.
Ele reclama que o hospital tem feito uma espécie de rodízio entre alguns funcionários para pagar os salários. “Um ortopedista disse que recebeu em dezembro, mas tem médico que não recebe de três a quatro meses; paga um pouco a um a outro não, paga um mês, o outro lado para. Infelizmente esta é a situação, a única coisa que não para são as obras no hospital, mas os funcionários e os pacientes estão sofrendo”, disse.
Alguns funcionários chegaram a se reunir na manhã desta segunda-feira (6) para discutir o assunto e, segundo Cícero, a informação passada pela diretoria do hospital é de que eles só devem receber quando a Prefeitura fizer os repasses atrasados para o hospital. “Até agora os outros serviços não foram suspensos, os funcionários permanecem nos setores, mas amanhã vamos nos reunir com o Sintasa para decidir se terá greve geral por tempo indeterminado”, antecipa.
O pagamento em duas parcelas do décimo foi acordado com diretor do Hospital Cirurgia, Gilberto Santos, e a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), através da mediação no Tribunal Regional do Trabalho, e foi decisivo para o fim da greve no dia 30 de janeiro. A primeira parte foi paga no dia 31 de janeiro e, na decisão da justiça, se os outros 50% não fosse efetuado em 15 dias, o hospital receberia multa diária no valor de R$ 500 por empregado.
Porém, o acordo está condicionado ao repasse dos valores atrasados pelo Município e, se a prefeitura não efetuasse, o hospital deverá fazer a comprovação. A assessoria do Cirurgia alega que os valores devidos não foram pagos, tendo a Prefeitura apenas efetuado na última sexta (3) o valor de R$ 536.900 mil – parcela municipal referente ao serviço de janeiro. Em entrevista a TV Sergipe, o diretor do hospital explicou que a PMA deve valores que somam R$ 6,5 milhões, incluindo valores de outubro e janeiro do Estado, que se comprometeu a fazer repasse de uma parte hoje. Ainda não se sabe se os repasses serão suficientes para pagar a todos os funcionários.
"Estamos desde o dia 17 sem cirurgias eletivas, antes do Carnaval havíamos comunicado a Secretaria do Município e do Estado que não poderíamos admitir novos pacientes, mas por questões humanitárias fomos solicitados para atender, tão logo na quinta-feira seriam repassados os valores. Esperamos que tão logo conseguimos receber do Estado possamos pagar aos profissionais médicos e anestesiologistas, não dá pra precisar enquanto os recursos não chegarem. Além disso, estamos aguardando cumprimento da sentença do juiz para pagarmos os servidores", afirmou Gilberto Santos.
Já a Prefeitura afirma que a atual gestão não tem dívidas com o hospital, tendo em vista que efetuou repasse dos serviços referente a janeiro e o repasse de fevereiro no valor em cerca de R$ 2 milhões.
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