FPI descobre novo sítio arqueológico em Gararu, na mesma área de um sítio fossilífero
Cotidiano 24/11/2016 14h21 - Atualizado em 24/11/2016 14h40Em visita ao sítio fossilífero Fazenda Elefante, localizado no município sergipano de Gararu, onde foram registradas ocorrências de ossos fossilizados de fauna extinta há 10 mil anos, a equipe de Patrimônio Cultural e Comunidades Tradicionais da FPI do São Francisco, revelou que estudos prévios já relataram a presença de duas espécies de preguiças terrestres, uma delas gigante (com mais de 3 metros de altura), tatus gigantes, tigres dente de sabre, uma espécie extinta de elefante chamada de estegomastodonte, camelídeos e equídeos, entre outros mamíferos extintos de grande porte.
Ainda durante os trabalhos da FPI, foi identificado um nível sedimentar com ocorrência ‘in situ’ de fósseis, o que permitirá entender sob qual ambiente foram depositados e quais processos pós morte atuaram nestes elementos.
Nessa visita, constatou-se algo inédito para a região, um sítio arqueológico dentro da mesma área na qual principalmente sítio paleontológico. Entre os artefatos arqueológicos foram observadas principalmente peças líticos, que são artefatos de pedra trabalhadas pelos homens da antiguidade. O reconhecimento de sítios com materiais tão distintos só foi possível com o trabalho conjunto de paleontólogos e arqueólogos da equipe de Fiscalização Preventiva Integrada de Sergipe.
Para se compreender melhor toda a complexidade deste sítio, a equipe do FPI contou ainda com a utilização de um drone, que sobrevoou a área e registrou imagens aéreas possibilitando a determinação e reconhecimento de toda a área do sítio.
O registro e cadastro do novo sítio arqueológico no banco nacional de sítios arqueológicos foi realizado, para que, então, se possa proceder com os projetos de resgate, pesquisa e preservação deste patrimônio natural e cultural.
A equipe de Patrimônio Cultural e Comunidades Tradicionais é composto pelos órgãos: Iphan/SE; Secult/PDHAC; Incra; PRF; UFS/MAX; Corpo de Bombeiros; FCP.
Mais de 400 profissionais
Estão participando da Fiscalização Preventiva Integrada do São Francisco da Tríplice Divisa (FPI) mais de 400 profissionais que envolve os estados de Sergipe, Bahia e Alagoas. Aqui no estado a FPI tem a participação de 32 entidades, entre elas órgãos federais e estaduais, e instituições da sociedade civil, sob a Coordenação Geral do Ministério Público Estadual e Federal, promotora de Justiça Allana Rachel Monteiro e procuradora da República, Lívia Tinôco, com o Apoio do CBHSF.
Esta é a segunda etapa da FPI do São Francisco em Sergipe, porém, é a primeira de grande porte, já que dessa vez conta com 12 equipes em campo: saneamento (resíduos sólidos/esgotamento sanitário/ abastecimento de água) mineração e cerâmica; fauna; flora; espeleologia; aquática; abate clandestino; patrimônio cultural; comunidades tradicionais; gestão ambiental; agrotóxicos; e apoio e inteligência.
Fonte: FPI/SE do São Francisco

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