Fogos e fogueiras: perigo para todas as idades durante o período junino
Huse reforça equipe na Unidade de Tratamento de Queimados
Cotidiano 10/06/2015 13h18

Junho é o mês mais animado em todo o Nordeste. Comidas típicas, quadrilha, forró e fogos de artifício formam o ambiente perfeito para festança na capital e no interior, mas são justamente os fogos que podem acabar com a alegria das festas juninas.

Em Sergipe, durante o período junino, o número de atendimentos a pacientes lesionados por queimadura dobra na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) Dr. José Olino de Campos Lima, localizada no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). O setor é credenciado pelo Ministério da Saúde como referência na assistência às vítimas de queimaduras

Esse ano, a equipe multidisciplinar do setor está realizando uma série de ações que geram mais conforto às pessoas lesionadas, além de criar um alerta para a população quanto aos cuidados com a pessoa queimada e principalmente, as formas de evitar a queimadura.

De acordo com a gerente da UTQ, Wandressa Nascimento, crianças devem receber atenção redobrada. “As crianças são grandes vítimas nesse período, por isso, os cuidados devem ser constantes nessa época. As queimaduras são mais frequentes pelo aumento de acidentes domésticos com líquidos aquecidos, o uso inadequado de fogos e substâncias químicas, além das tradicionais fogueiras. Ter um adulto sempre supervisionando as brincadeiras dos pequenos é muito importante”, alerta.

A gerente destaca que com os adultos a conversa também é muito séria. “É recomendado que os adultos, principalmente aqueles que trabalham na fabricação dos fogos, só manuseiem o material com os Equipamentos de Proteção Individual (EPI). O contato constante aumenta a probabilidade de sofrer uma queimadura. Já os usuários dos fogos devem estar equipados com luvas grossas de pano, camisas de manga longa e calças jeans. Em casa, o cuidado também é necessário: utilizar luvas ao manipular líquidos ou comidas quentes”, detalha Wandressa.

Somente em junho do ano passado (2014), a UTQ registrou, 86 atendimentos a vítimas de queimaduras. O número representou 22% a menos em relação ao mesmo período do mesmo período em (2013), quando foram atendidas 110 pessoas. Já o índice de amputações de dedos e membros por queimaduras se manteve o mesmo. Tanto em 2013 quanto em 2014 foram contabilizados oito casos.

Em 2013, foram seis crianças vítimas de queimaduras por fogos. Já no ano passado, o número subiu para nove. Isso representa um aumento de aproximadamente 30%.

Cuidados

Alguns cuidados são essenciais no caso de uma queimadura, seja ela de primeiro, segundo ou terceiro grau. Quando alguns desses casos acontecem, o ideal é seguir a orientação médica para não agravar a lesão e o tratamento ser um sucesso. O cirurgião plástico Bruno Cintra, explica que nenhuma substância deve ser usada sobre a queimadura.

“A recomendação é apenas irrigar o local queimado com água fria e corrente. Em seguida, envolvê-lo com um pano limpo, que pode ser uma fralda ou uma toalha. Após essa providência, a vítima deve ser levada o mais rápido possível a um hospital, para que receba os cuidados médicos necessários”, informa Cintra.

Caso haja lesão da mão ou dos dedos, elevar o braço para diminuir a hemorragia. Nos casos de queimaduras de segundo grau, em que há surgimento de bolhas no local lesionado e de terceiro grau em que há um escurecimento do local atingido, é necessário que o paciente seja encaminhado de forma imediata ao serviço de urgência para a devida avaliação pela equipe médica e tratamento pela cirurgia plástica.

 Estrutura

A Unidade de Tratamento de Queimados do Huse conta com 14 leitos, sendo quatro pediátricos e 10 adultos. A equipe multidisciplinar do setor é composta por cirurgiões plásticos, nutricionistas, enfermeiros, anestesiologistas, auxiliares de enfermagem, clínicos e pediatras.

Os pacientes contam ainda com atendimento ambulatorial e fisioterapia. Além de todo o acompanhamento clínico, pacientes e acompanhantes contam ainda com apoio psicológico, pois, em muitos casos, a lesão afeta o emocional e cria uma situação traumática.

Será montada uma área destinada a este tipo de demanda, que contará com quatro leitos na ala D do setor de Internamento da unidade hospitalar. Essa área terá a finalidade de diminuir os riscos de infecções no paciente lesionado por queimadura. Para isso, o paciente queimado ficará isolado, aguardando ser encaminhado para a UTQ. A estratégia de atendimento montada ficará até o final do mês junino.

Além dos profissionais que já integram o setor de UTQ, a equipe do Pronto Socorro, principal porta de entrada para estes casos, será reforçada com mais dois médicos cirurgiões plásticos de plantão para qualquer ocorrência diariamente.

*Com informações SES

​Foto: Edmar Melo

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