Fissurados: prefeitura não paga, mas atendimento é normalizado
Acordo com SMS não solucionou atraso nos repasses Cotidiano 15/01/2016 12h58Por Fernanda Araujo e Will Rodrigues
Em 19 de outubro do ano passado, o setor de fissurados do Hospital São José, na zona Norte de Aracaju (SE), ficou com o atendimento suspenso pela segunda vez. A primeira foi em 2011 e, segundo a diretoria do setor, o problema aconteceu pelo mesmo motivo: falta de pagamento por parte do Município.
Em 2015, os repasses da Prefeitura de Aracaju estavam atrasados desde o mês de junho. Após reunião, em novembro, com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para tentar restabelecer o serviço, os pacientes voltaram a ser atendidos. No entanto, segundo a direção, desde o acordo os pagamentos voltaram a sofrer atrasos.
“Não teve ainda resolução do pagamento. Eles fizeram o repasse somente até o mês de outubro, foi quando nós paramos de atender sob orientação do Ministério Público (MP). O juiz determinou multa e tudo, só que a gente fica esperando que os secretários de Finanças e da Saúde se posicionem, mas eles ficam adiando. E de lá para cá não teve repasse”, critica o diretor clínico, Jorge Teixeira.
O atendimento foi restabelecido, mas tem a possibilidade de ser suspenso novamente. Os funcionários do setor se reunirão na próxima terça-feira (19), à noite, na unidade hospitalar para decidirem se continuam o serviço ou não. “Ainda não marcamos audiência com o MP porque tem um dos diretores do serviço que está conversando com o secretário do município de Finanças (Jair Araújo), mas não tem nada oficial”, afirma.
Enquanto isso, o serviço segue em dificuldades. Jorge Teixeira conta que não há verbas para a compra de materiais de procedimentos como luvas, por exemplo. “Falta tudo. Tem a parte da odontologia que tem o gasto, a ortondotia que precisa de placas. A gente vai e chega a um ponto que não consegue mais repor. Estamos fazendo de tudo para administrar”, afirma.
Apesar de não ter reduzido o número de atendimentos, o diretor clínico observa que houve queda no número de cirurgias em mais de 50% - geralmente são feitos de 15 a 20 procedimentos por mês - tanto por falta de materiais, quanto por uma mudança estratégica da Secretaria Municipal de Saúde. “Os pacientes da capital são encaminhados com a requisição da internação para os postos de saúde para serem encaminhados, já os pacientes de outros municípios são encaminhados para a SMS de Aracaju, para serem encaminhados para secretarias de Saúde de cada município, para depois irem para perícia. Serão todos os procedimentos de cirurgias eletivas, não só fissurados”, explica.
F5 News entrou em contato com a assessora de comunicação da SMS, Alexandra Brito, e recebeu informação de que a situação seria apurada. O portal voltou a ligar para a assessora, mas não obteve êxito até a publicação dessa matéria. F5 News permanece à disposição.
Foto: arquivo F5 News

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