Fenaj vê exagero na justiça sergipana
Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas debate tema em Sergipe
Cotidiano 29/08/2014 15h30

Por Aline Aragão 

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Celso Schroder (foto principal), cumpre extensa agenda de entrevistas e reuniões em Aracaju. A visita atende ao convite do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (SINDJOR) - como forma de retomar o contato e aproximar o sindicado da federação. Na manhã dessa sexta-feira Schroder, concedeu entrevistas a programas de rádio; se reuniu com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Sergipe, o advogado Carlos Augusto Monteiro, e ainda participou de debate com alunos e professores na Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Segundo o presidente da Fenaj, durante a visita estão sendo discutidos vários assuntos, entre questões internas do sindicato, como também questões nacionais, como a do piso nacional dos jornalistas. “A Fenaj quer olhar de perto, para um certo exagero que está acontecendo, no Brasil todo, mas em Sergipe, um pouco mais na aplicação da legislação que diz respeito a regulação da atividade jornalística no período eleitoral”, declarou Sschroder.

O presidente disse que há uma exacerbação da aplicação da lei que está inibindo a atividade jornalística. “Isso é perigoso e complicado. Nós defendemos a legislação, sabemos que a lei existe para garantir a equidade entre os candidatos e isso é importante para um momento de eleições, onde há a renovação do compromisso com a democracia, mas a atividade jornalística também é base da democracia. Nada pode inibir a atividade jornalística”, destacou.

Schroder citou o caso do processo contra o jornalista Cristhian Góes e disse que a Fenaj está preocupada com a situação. Segundo o presidente, em casos de crime de opinião, a pena de prisão é inaceitável no mundo todo. "Seja qual for a acusação que seja feita ao jornalista, por crime de opinião ou seja, calúnia, injúria ou difamação, para nós, é inaceitável que o resultado seja, no final, a prisão", afirmou.

Para o presidente da OAB, um ponto muito importante no atual  momento é a transparência; é transmitir ao eleitor brasileiro o pleno conhecimento do currículo, da história e da performance dos candidatos que irão enfrentar o próximo pleito eleitoral. "A ordem tem uma posição muito firme de que é necessário sim transmitir conhecimento e informações para que o cidadão, possa efetivamente criar um juízo de valor, para escolher o candidato que melhor atenda os seus interesses", afirmou. 

Nascimento disse também que quando o judiciário enfrenta questões relacionadas a divulgações de notícias, e quando se procura o judiciário para que ele avalie o conteúdo e o reflexo daquela informação, o magistrado tem que ter extremo cuidado entre o que vem a ser liberdade de expressão, o que vem a ser uma notícia caluniosa, maldosa, negativa, e o que poderá ser considerado como censura. "Há uma  linha tênue entre liberdade de expressão e a censura, mas o magistrado tem que ter experiência, sabedoria, serenidade, tranquilidade e inteligência para poder não prejudicar o cidadão, o eleitor, e ao mesmo tempo, não arranhar a imagem indevidamente do candidato", explicou Carlos Augusto e destacou que essa é uma matéria que tem que ser enfrentada com objetividade, mas, sobretudo, com muita inteligência.

De acordo com o presidente do Sindijor, Paulo Souza, há praticamente 15 anos a categoria não tinha um representante da federação em Sergipe, e diante dos últimos acontecimentos, era  importante a presença dele, para discutir a situação de perto com os jornalistas, e nesse contato com a OAB, chegar a um consenso com o judiciário, para que seja analisado caso por caso, sem generalizar, e sem cercear a liberdade de imprensa do jornalista.

Segundo Souza, também serão debatidos outros temas importantes para a categoria, como o andamento da PEC do diploma no congresso, que após ter sido aprovada no senado por 84% dos votos, aguarda aprovação na câmara federal, e a questão das novas diretrizes curriculares do curso de jornalismo no Brasil, que deixou de ser uma habilitação, para ser um curso específico, com novas diretrizes e novas disciplinas. "É preciso que os estudantes tenham ciência, e por isso, estamos levando o debate para Universidade Federal de Sergipe", comentou.

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