Feirantes elogiam novo modelo da feira do Batistão, mas criticam custos
Mais de 34 feiras espalhadas por Aracaju devem ser padronizadas Cotidiano 21/07/2015 14h30Por Fernanda Araujo
Nesta terça-feira (21), a feira livre do Batistão, realizada todas as terças ao lado da Biblioteca Epifânio Dórea, no bairro São José, em Aracaju (SE), iniciou as atividades com a padronização de bancas e câmaras frigoríficas. A feira funciona das 5h às 13h, agora, com balcões refrigerados, bancas, além de toldos montados pela concessionária que venceu a licitação. O novo modelo foi elogiado pelos feirantes, no entanto, eles criticaram os custos para permanência no local.
A vendedora de mangaba Maria José Freitas de Jesus, idosa que trabalha há 12 anos na área, reclama que a banca de frutas custava R$ 12 e
passou a ser cobrado R$ 21,70 por dia de feira. O valor de R$ 150 pelo kit (que contêm dois jalecos, dois bonés, uma bota e lonas de plástico) também foi questionado. Eles alegam que nem todos conseguirão pagar.“A mercadoria que vendo não dá para pagar isso. E, ainda, os plásticos e o uniforme são com a marca da empresa, como se a gente trabalhasse pra eles, mas a gente trabalha é para a gente mesmo, não temos obrigação nenhuma de comprar nada na mão deles. Essas lonas a gente compra por 6 ou até 15 reais na rua, mas a gente tem que comprar da empresa. Por que não veio perguntar pra ver se a gente podia pagar?”, diz Maria José Freitas de Jesus.
“
Se for pagar o kit à vista fica em R$ 150, se é pra parcelar em R$ 160. O balcão frigorífico passou de R$ 40 para R$ 48. Vai ser difícil pagar porque o movimento está fraco. Eu tenho uma microempresa e tenho que mostrar a logomarca da nossa empresa e não mostrar propaganda da prefeitura e da concessionária”, afirma Alda Maria Valença. Caso não haja o pagamento, os feirantes não poderão trabalhar na área.“Eu concordo em pagar o preço da banca porque a estrutura está melhor e organizada, agora esse
uniforme está muito caro, deveria ser dado. O pano do uniforme é ruim, calorento, está tudo em um padrão, não fecha em mim, a gente tem coisa melhor em casa. Só avisaram essas exigências na semana passada, mas não fizeram reunião para saber se tínhamos condições em pagar. Desde o dia que falou não aceitamos esse preço”, reclama Ísis Miranda dos Santos.Contrato
O
presidente da Associação dos Camelôs e Feirantes de Aracaju (Acafa), André Camelô, avalia que, além do preço estar caro, o contrato da concessionária com a Prefeitura, não está sendo cumprido em sua totalidade. Entre as irregularidades, o presidente aponta que a limpeza seria de responsabilidade da empresa.“Cada banca tem que ter uma lixeira, mas aqui as lixeiras servem para três bancas. O peixe e a carne, quando enche o balde, ninguém da empresa e da Emsurb vem tirar, os feirantes estão jogando na rua. Não estão cobrando, por que não fazem o papel deles? O feirante sai de casa cedo para trabalhar e nós vamos ser empregados? Em Socorro, a feira livre padronizada do mesmo jeito é R$ 16. A energia tem que ser da empresa, mas foi um feirante que subiu no poste e colocou a energia. E se tem um acidente com esse rapaz?”, questiona.
A Associação vai leva
r o caso ao Ministério Público do Estado. “A gente quer que eles cumpram o que está no contrato e chamem o feirante para conversar”, adianta.F5News tentou contato com a assessoria de comunicação da Emsurb, mas não obteve êxito.
Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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