Feira X supermercado: onde é melhor para comprar
Cotidiano 18/01/2015 16h30

Por Elisângela Valença

Frutas, legumes, verduras, carnes, arroz, feijão, farinha. Tudo isso faz parte da alimentação do brasileiro e pode ser comprado em feiras livres e em supermercados. Muita gente ainda tem dúvida na hora de fazer compras: onde é mais barato? Onde o produto tem mais qualidade? Para ajudar a diminuir o dilema, F5News foi procurar a resposta.

Três itens servem de base para o consumidor: preço, qualidade e maior oferta para pesquisa. “Prefiro comprar na feira. Os produtos são mais frescos, mais baratos, existe uma maior variedade e quase nunca são 'agigantados' como os oferecidos no supermercado, o que evidencia o uso maior de agrotóxicos e fertilizantes”, avalia o estudante Alex Reis Santiago. “No supermercado, o consumidor fica limitado à disponibilidade oferecida, já na feira posso pesquisar, tem a opção para escolha entre várias ofertas. E isso vale tanto para os hortifruti, quanto para os cereais, carnes, peixes e aves”, acrescentou.

“Prefiro a feira ao supermercado para comprar frutas e verduras. Primeiro, porque tem maior número de fornecedores, acho os produtos mais frescos e também mais em conta. Mas não me privo de aproveitar as promoções de frutas e verduras que os supermercados oferecem quando os preços estão melhores e os produtos têm qualidade”, comentou a jornalista Edjane Oliveira.

“Optamos pela feira aqui em casa. Damos preferência aos produtos orgânicos por uma questão de saúde e porque os preços são praticamente os mesmos. Passamos a comprar produtos como arroz e feijão também na feira e estamos evitando industrializados, enlatados, comida com muito conservante. Com essas pequenas mudanças por questões de saúde, a feira tem saído mais em conta no bolso”, disse Priscila Viana, jornalista e mestranda.

O processo de compras e tudo que ele envolve não foram esquecidos. “A feira tem aquele ambiente alegre e com umas figuras que a gente não encontra no supermercado”, disse Edjane. “Eu vou onde minha paciência permite. Ultimamente, tenho ido ao supermercado”, comentou a jornalista e estudante de Gastronomia Martha Mendonça. “A feira é mais em conta e temos a oportunidade de pesquisar. Encontramos itens frescos, conheço pessoas agradáveis e tem meu pastel com caldo de cana, que não pode faltar”, contou Olanda Souza, agente de saúde.

E o raciocínio do consumidor não está errado. Os produtos na feira são mais baratos que no supermercado por causa dos custos para conservação dos produtos e conforto do cliente, como refrigeração da área de hortifruti e carnes, conservantes, ar-condicionado, entre outros. “Se você vai à feira depois do meio-dia, ainda vai encontrar promoções porque o feirante não quer voltar com aqueles produtos para casa, pois vai estragar”, afirmou o economista Luis Moura.

Mas o fato de os supermercados usarem conservantes ou agrotóxicos não significa que são de todo prejudiciais à saúde. “Os produtos não duram mais por conta de conservantes. A refrigeração do ambiente também ajuda a conservá-los, mas não é por isso que vai ser prejudicial à saúde. Claro que um produto sem agrotóxico ou conservante vai ser muito melhor, mas pode consumir sim os produtos de supermercado”, comentou o nutricionista Hugo Xavier.

“Quando você compara preços, a feira sempre é mais barata. Os supermercados sabem disso e por isso fazem as promoções. E essa é uma característica de Aracaju, pois a feira costuma ser mais cara que o supermercado em outras cidades”, disse Luis Moura.

Segundo o economista, a feira traz a oportunidade de pesquisar o melhor preço e o consumidor ainda pode pesquisar entre as feiras. “Existe diferença de preços entre as feiras. As feiras do São José e da Seplag são tidas como as mais caras. A da Seplag é conhecida como a Feira do Dólar”, comentou.

Segundo Moura, o brasileiro, e o sergipano acompanha este ritmo, mudou o hábito de consumo. “Uma pesquisa do Ibope e Federação do Comércio apontou que 70% dos consumidores visitam mais de um estabelecimento antes de comprar e 80% fazen pequenas compras ao longo do mês para aproveitar as promoções”, disse.

E o consumidor sergipano tem mais um truque. “Moradores de condomínios se juntam, pesquisam e fazem compras juntos. A compra sai a preço de atacado e eles ainda vão em cidades próximas, como Itabaiana, Socorro e Lagarto, para aproveitar bons preços”, afirmou.

 

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