Famílias se recusam a sair de escola municipal e aulas estão suspensas
Elas foram desalojadas em maio, por causa das chuvas em São Cristóvão Cotidiano 29/07/2015 12h00Por Fernanda Araujo
A escola municipal de São Cristóvão (SE) Francisco Costa Batista, no bairro Rosa Elze, permanece sem aulas desde o final do mês de maio. O problema foi ocasionado logo após as fortes chuvas, ocorridas no último dia 27, quando 12 famílias residentes na invasão Refúgio dos Idosos, localizada às margens do Rio Poxim, ficaram desalojadas.
As famílias (14 adultos e 10 crianças e adolescentes) foram removidas para a escola como um abrigo temporário. Só que, agora, elas se recusam a sair do local e, por isso, as aulas permanecem suspensas. Em nota, a prefeitura do Município esclarece que as famílias foram atendidas pela Defesa Civil Municipal junto às equipes da Secretaria do Desenvolvimento Social e do Trabalho (SEDEST), e receberam toda assistência necessária, desde os alagamentos.
Foram concedidas dez cestas básicas, 20 colchões, um botijão de gás, lençóis e cobertores, roupas, sapatos e fraldas descartáveis. Ainda segundo a assessoria, equipes de saúde da família e da Sedest visitaram as famílias para dar a elas assistência médica e entrada no Benefício Eventual para requerimento de Aluguel Social.
No entanto, dois meses depois cinco famílias insistem em continuar na escola e se negam a retornar a suas casas ou a procurar residências para a disponibilização do benefício. Para elas, ainda não há acordo.
“Em nenhum momento a gestão municipal ou suas secretarias foram omissas em relação a esses cidadãos. Hoje essas famílias só continuam ocupando a escola porque elas têm se negado a serem atendidas através do Aluguel Social. Todas continuam sendo acompanhadas pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) Gilson Prado Barreto. Já nos reunimos várias vezes com essas famílias, numa tentativa de sensibilizá-las a sair do local, pois nosso objetivo é não prejudicar as famílias adjacentes, que tem filhos estudando na escola, inclusive as próprias alojadas. Nunca nos negamos a ajudá-las, mas sem um acordo é impossível dar andamento aos trabalhos”, afirmou em nota a secretária de Desenvolvimento Social e do Trabalho, Madalena de Goes.
O F5 News apurou que o aluguel foi oferecido apenas às famílias que se encaixavam no perfil de vulnerabilidade, pois algumas delas teriam imóveis próprios ou condições financeiras para se manter. Por isso, não preenchiam os requisitos, conforme a Lei Municipal n° 230/2015, para obtenção do benefício. Há famílias no local que não aceitam o aluguel e cobram casas próprias da prefeitura, e outras contestam não serem atendidas pelos programas de ação social da Sedest.

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