Famílias ocupam Prefeitura de Aracaju para cobrar moradia
Cotidiano 15/05/2017 12h47 - Atualizado em 15/05/2017 14h18

Por F5 News

Famílias que ocupam casas populares no condomínio Vila Nova, construídas no bairro Santa Maria, zona Sul de Aracaju, cobram assistência ao Município. Eles estiveram, na manhã desta segunda-feira (15), no centro administrativo da Prefeitura para cobrar auxílio-moradia e ocuparam as dependências do prédio. Há mais de um mês todos receberam ordem de despejo.

Mais de 250 famílias, com crianças, adultos e idosos, são do Santa Maria e afirmam que estão sem moradia e não têm para onde ir, por isso tiveram que ocupar as casas, que fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida. A obra está parada desde setembro de 2014 e sem data para ser entregue, já que ainda faltam instalação de energia, água, rede de esgoto e pavimentação, segundo os ocupantes.

“Vim várias vezes à prefeitura falar com a vice-prefeita, sempre disse que a prefeitura está se organizando agora, não tem dinheiro, mas agora as famílias se cansaram; sabendo que terão que ir pra rua, a única saída foi ocupar a prefeitura, só sairemos daqui com o auxílio”, afirma o motorista Antônio Costa, um dos moradores.

Eles reclamam ainda que não têm condições de pagar aluguel. “Ou dá o auxílio ou vamos morar na prefeitura. Vamos ficar aqui até resolver, não vamos morar debaixo da ponte com filho”, disse a desempregada Sandra Gonçalves.

As famílias relatam ainda que todos são cadastrados na Prefeitura, inclusive, alguns aguardam auxílio há 10 anos, outros já chegaram a ser despejados de outras ocupações.

A última audiência para tratar da situação foi realizada na Justiça Federal no dia 16 de março, quando foi determinado que as famílias deveriam sair das casas até o dia 5 de maio. O prazo já expirou e as famílias podem ser despejadas a qualquer momento.

“A prefeitura não tem mais como evitar a ordem de despejo, mas a administração municipal deve se responsabilizar pelas famílias. São famílias prestes a serem despejadas na próxima quarta-feira, eles exigem posição concreta do Município. Há uma lei municipal que o Município deve prestar assistência às famílias, que é o auxílio-moradia, porque elas estão todas em vulnerabilidade social e precisam de assistência do poder público”, afirma o defensor público Alfredo Nikolaus.

Ele esteve reunido com a vice-prefeita Eliane Aquino, junto com o também defensor Sérgio Barreto Morais, para tentar viabilizar um acordo.

Por meio de nota, a Prefeitura Municipal de Aracaju, através da Secretaria de Comunicação, informou que recebeu representantes do movimento e os defensores para tratar de uma solução. A PMA disse que o número de famílias que pleiteiam casas e que foram apresentadas pelo movimento é maior do que o identificado pela administração municipal. Segundo a nota, está sendo elaborado um Plano de Habitação para Aracaju.

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