Famílias da “Nasce Esperança” ocupam prédio da Prefeitura de Aracaju
Cotidiano 23/05/2016 15h04Da Redação
As famílias que integram a ocupação Nasce Esperança, no bairro Santa Maria, zona Sul de Aracaju, ocuparam o prédio do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, na zona Oeste da capital, durante a manhã desta segunda-feira (23). Eles têm até a próxima quarta-feira (25) para deixar a área e cobram uma ação do Executivo, sob a ameaça de resistir à reintegração de posse.
Já há uma liminar da Justiça Estadual determinando a concessão do auxílio moradia para os moradores da Nasce Esperança. A decisão atendeu ao pleito da Defensoria Pública do Estado. Contudo, os sem-teto afirmam que a Prefeitura de Aracaju e o Governo de Sergipe não sinalizam a possibilidade de conceder uma casa popular ou o auxílio-moradia. A realidade é confirmada pela Defensoria. “Mesmo com a inércia do Poder Público, eles não podem ficar na rua no caso da reintegração ocorrer”, salienta o defensor Alfredo Nikolaus.
A ocupação começou em meados de julho do ano passado com cerca de 200 famílias. Hoje o número de ocupantes já passa de 400, em um terreno que, segundo as famílias, está abandonado há 30 anos. “São crianças, idosos, desempregados que não têm para onde ir”, resumem.
No começo da tarde, a secretária da Ação Social de Aracaju, Maria do Carmo Alves, recebeu uma comissão de representantes dos sem-teto, acompanhada pelo defensor Alfredo Nikolaus. Em março deste ano, a PMA informou ao F5 News que não tinha condições de conceder o benefício. No encontro desta segunda a secretária reforçou informação alegando que a Prefeitura Municipal já recorreu da decisão referente à concessão do auxílio-moradia às famílias e obteve ganho de causa na Justiça.
“É importante que as pessoas saibam que essa ação de reintegração de posse é entre o dono do terreno (uma empresa) e as famílias. Estas famílias ocuparam um terreno particular. Eles entraram na Justiça para receberem o auxílio-moradia, o município recorreu e ganhamos a causa”, destacou a senadora, lembrando que a Prefeitura de Aracaju gasta por mês mais de R$ 360 mil com recursos próprios apenas com o aluguel social para mais de 1.200 famílias na capital sergipana, totalizando um gasto anual de mais de R$ 4 milhões com a concessão do benefício.

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