Familiares de José Hunaldo Nascimento entregaram provas da agressão
Delegacia do Turismo não conseguiu ainda intimar acusado
Cotidiano 22/11/2012 19h00

Por Sílvio Oliveira

Familiares de José Hunaldo Nascimento Pereira (54), vítima da agressão ocorrida no último domingo (19) em um condomínio em Aracaju, estiveram nesta quinta-feira (22) na Delegacia do Turismo, bairro Atalaia, e entregaram laudos médicos, pertences e documentos a fim de que sejam anexados ao registro policial como prova do delito.

A delegada responsável pelo caso, Maria Zunaíra, não quis se pronunciar, mas fontes da delegacia informaram que houve uma tentativa de entrega da intimação ao acusado da agressão, Adriano Ballak, sem obter êxito.

A informação na residência do acusado é que ele não estava no local e não sabiam onde ele se encontrava. Uma nova tentativa de entrega será realizada nos próximos dias. Caso novamente não seja encontrado, Adriano Ballak poderá ser intimado coercitivamente para comparecer à Delegacia.

Conforme Lara Karina Pereira, filha de Hunaldo Nascimento (foto ao lado), ele se recupera em casa e ainda não fez o exame de corpo de delito por não ter condições de saúde de sair à rua. “Foram cinco placas de titânio na face e 21 parafusos. Todas as provas concretas iremos entregar à delegada”, contou.

A irmã mais velha da vítima, Wânia Cristina Pereira, também esteve na Delegacia e mostrou indignação ao questionar a intolerância e violência com que foi tratado o irmão dela. “Um rapaz de 24 anos ser tão intolerante desse jeito? Se não fosse um senhor de 54 anos, o que ele tinha feito? Não é cabível tanta intolerância. Por que quebrar o rosto? Ele poderia ter imobilizado meu irmão”, afirmou.

Crime de ameaça

Na delegacia também foi confirmado que familiares de Adriano Ballak prestaram um Boletim de Ocorrência contra familiares da vítima, por crime de ameaça.

A confusão entre o funcionário público José Hunaldo (54) e o jovem identificado como Adriano Ballack (24) aconteceu no domingo (18), no condomínio Mar Egeu, bairro Coroa do Meio, quando o acusado teria entrado em alta velocidade no interior do condomínio.

Diante da situação e como um dos moradores mais antigos do condomínio, Hunaldo tentou conversar com o jovem para que ele seguisse as placas de trânsito instaladas no local, as quais informam a velocidade máxima permitida, de 20Km/h, momento em que se iniciou a confusão. Houve troca de farpas entre os dois e Adriano Ballak desferiu golpes de artes marciais contra José Hunaldo.

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